quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

MAIS UMA RODADA SEM NOVIDADES NO BAIANO

No Estádio Antônio Carneiro, o Bahia conseguiu um empate em 2 a 2 contra o Atlético. Rodrigo Gral abriu o placar mesmo com a superioridade do Atlético, mas a virada dos donos da casa foi inevitável. No segundo tempo, quando o tricolor perdia por 2 a 1, Edílson ainda perdeu um pênalti depois de um desentendimento sobre quem deveria bater a penalidade. No entanto, Rogerinho garantiu o empate e ao menos um ponto para o Bahia.
O
time tricolor demonstrou precipitação no toque de bola, atuando na partida sem conseguir se quer uma seqüência de passes sem perde-la para a forte marcação do Atlético. A defesa do Bahia, um desastre, lenta e marcando a distância, os jogadores do Atlético pareciam rápidos e habilidosos frente à falta de recursos dos zagueiros do tricolor. Com oito pontos, o Bahia está em terceiro lugar do Grupo 2.
Jogando em Pituaçu, o Vitória derrotou o Feirense por 1 a 0. O gol rubro-negro foi marcado por Wallace, no segundo tempo, quando aproveitou cobrança de escanteio. Foi uma partida dominada pelo rubro negro, porém sem qualidade nas finalizações, o que levou o placar a ficar por isso mesmo. O Vitória assumiu a liderança do Grupo 1 do Campeonato Baiano.
Os dois principais times baianos têm que evoluir muito para enfrentar os desafios que vão ter durante o ano!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

MAIS UMA VEZ , ROGER FEDERER

O nosso principal Blogueiro, Celso Villa, tirou umas férias, mas esse tema ele não deixaria de compartilhar com os amigos do DECIFRANDO, como um amante do tênis e fã do tenista número um do mundo, Roger Federer. Então ficou para mim a incumbência.

Roger Federer comemorou o Tetra no Aberto da Austrália. A partida final foi neste último domingo contra Andy Murray. Aos 28 anos, o tenista demonstrou toda sua técnica e maturidade vencendo os dois últimos jogos do torneio por 3 sets a zero. Ele é um tenista muito difícil de ser batido, muito frio quando está prestes a perder um game ou set, consegue sair de situações difíceis e desestruturar seus adversários. Mesmo quando não está nos seus melhores dias Federer consegue ser o melhor. E para infelicidade dos seus adversários, no Aberto da Austrália, esteve todo o tempo bem. Contra Murray venceu com parciais de 6/3, 6/4 e 7/6 chegando a seu 16º título de Grande Slam. Ano após ano Federer bate recordes e faz história no tênis mundial.

Outro destaque foi nosso! A conquista do Brasileiro, Tiago Fernandes, de 17 anos, neste sábado. Tiago derrotou o tenista local Sean Berman na decisão do Aberto da Austrália Júnior e se tornou o primeiro brasileiro a vencer um Grand Slam juvenil em partidas de simples. Com a vitória o tenista assume o terceiro lugar ranking juvenil. O Técnico da nova promessa brasileira é Larri Passos. Guga que acompanha o tenista desde o começo de sua carreira, vibrou com sua atuação e comentou que é importante manter os pés no chão e ter paciência.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

MAIS UM ANO PARA AVALIARMOS O DESEMPENHO DOS NOSSOS GESTORES

Enquanto alguns clubes do Sul do país são exemplos de gestão, principalmente no campo do futebol, os clubes do Nordeste ainda se arrastam na tentativa de implementar uma gestão eficaz, que vá além de boas intenções e sonhos. Mesmo aqueles clubes do N/NE que acreditam ter uma gestão de primeira, ainda devem muito no sentido de buscar meios para enfrentar a desproporção econômica entre as regiões do país. Falta união entre os clubes do nordeste, faltam ações de médio e longo prazo, para que os clubes do nordeste voltem a ter força e expressão no cenário nacional.
A tendência é que o futebol se organize e as entidades sejam cobradas, quanto a sua idoneidade e clareza na gestão. Assim como em outros ramos de atividade, os clubes que não tiverem certificados de idôneos, estando em dia com a Receita, Impostos, nome fora do SPC dentre outras regularidades, perderão espaço no mercado e conseqüentemente estarão mais longe do sucesso.
Infelizmente, o atual Campeão brasileiro, é um mau exemplo quanto à gestão e regularidades. Levado pela grande popularidade e apoio das mais diversas partes, o Mengo chegou ao título nacional com uma dívida de quase 500 milhões. Claro que no futebol nem tudo é estrutura e é por isso que o futebol encanta, devido as surpresas. No entanto, essa não tem sido a regra, os times que estão sempre na "cabeça", tem sido aqueles mais estruturados e planejados, São Paulo, Internacional, Cruzeiro, dentre outros. Pensando nisso, os clubes do N/NE devem correr atrás do tempo perdido para não ficarem apenas na esperança de ser uma surpresa em um ou outro campeonato e correndo riscos de uma decaida a todo instante.
Os clubes de futebol têm que concentrar seus esforços na atividade fim, as imensas torcidas do N/NE abraçam ano a ano seus clubes e são desiludidos com um final ruim em relação as suas expectativas. Não adiantam projetos de marketing maravilhosos, planejamentos ousados e apelos as torcidas se o Futebol não estiver bem.
O time é a empresa, o torcedor é o cliente apaixonado e fiel, cenário propício para o sucesso, mas se o produto principal, futebol, não for bom, nada feito! O cliente volta para casa e demora de retornar, vai se afastando do clube e não acredita mais na sua diretoria que ano após ano, promete, promete e volta a cometer erros que frustram as expectativas do seu cliente.
Mais um ano começa e mais uma vez o torcedor vai avaliar se o futebol será produzido com mais qualidade pelos seus clubes.
Na próxima matéria falarei especificamente de Gestão Estratégica nos clubes de futebol, com exemplos de clubes, no Brasil e no mundo, que passaram a pensar antecipadamente os impactos que suas decisões e ações presentes têm no futuro.

sábado, 9 de janeiro de 2010

PANORAMA DO CAMPEONATO BAHIANO

Em comentário anterior, já afirmei que os campeonatos estaduais, com exceção do campeonato paulista e, talvez, o do Rio de Janeiro, são, atualmente, no plano financeiro e técnico, prejudiciais aos clubes. Esses prejuízos são maiores no norte e nordeste, pelos motivos que, então, também explicitei.
Entretanto, é fato concreto que o campeonato bahiano está aí, próximo a iniciar, e a imprensa especializada tem se esforçado bastante para valorizá-lo, o que é louvável, pois será preciso com ele conviver nos próximos três meses, sendo importante que os clubes - não só Bahia e Vitória, mas também os demais - consigam nele demonstrar um nível técnico que atraia os torcedores. Afinal, ainda que não tenha a magnitude e importância de anos atrás, os títulos estaduais ainda têm alto significado para a maioria dos torcedores e parte da imprensa esportiva. E, é bom também lembrar, é nele que mais se agita a rivalidade entre Bahia e Vitória.
Penso que o Vitória continua como favorito. É tricampeão, é o time da série A, tem boa estrutura e uma base de time bem razoável, feita em 2009. Foi, até aqui, modesto nas contratações, mas pode surpreender, caso o título fique em risco. A impressão que se tem é que o Vitória está, no momento, poupando-se financeiramente, para ter melhor poder aquisitivo mais próximo do campeonato brasileiro. Creio que lá pelo final de fevereiro, início de março, ou antes, se preciso, o Vitória irá abrir os cofres e mostrar sua capacidade financeira de time de série A, lugar em que, seguramente, pretende permanecer.
O Bahia, por sua vez, está se movimentando. Melhorou muito sua estrutura e parece contratar com mais cuidado, embora com olho também no marketing (vide Edilson). Com as contratações que já fez, se corresponderem as expectativas, e ainda sinalizando para mais duas, pode formar um bom time, que dificulte para o Vitória manter-se como favorito. Embora seja o clube com maior número de conquistas estaduais, no momento o Bahia precisa desse título mais que o rival rubro-negro, uma vez que, há sete anos, não o conquista, fato inédito em sua história. Tem, portanto, uma motivação extra.
Quanto aos demais times, todos do interior, penso que o Conquista e o Fluminense de Feira são os que têm maiores possibilidades de surpreender, tirar pontos de Bahia e Vitória e com eles disputar as fases finais da competição. Vêm com uma base já formada, fizeram boa campanha no ano passado e têm gerado boas expectativas junto a imprensa esportiva.
Num segundo bloco de times interioranos, coloco o Itabuna e o Atlético de Alagoinhas. Talvez o Colo-Colo. Estão se esforçando para contratar e formar times que, ao menos, garanta participação na segunda fase do campeonato.
Os demais, somente por inesperada e positiva surpresa poderão conseguir algo. O Madre de Deus ("sucursal" do Bahia?!) junto com o Ipitanga, Camaçari, Feirense e Bahia de Feira acredito que irão lutar para não disputar o "torneio da morte" (entre os dois últimos colocados de cada grupo, na primeira fase). Não sinalizam que deles se possa esperar muito.
A forma de disputa do campeonato, neste ano, é que pode trazer surpresas, pois a primeira fase é relativamente curta (apenas 12 jogos), o quê não permite grandes tropeços, pois não haverá tempo para recuperação e passagem para a fase seguinte, para a qual só quatro de cada grupo se classificam. E, depois da segunda fase de grupo (com apenas quatro times) , vem a fase final de "mata-mata". Há quem acredite e até aposte que, com esse forma de disputa, a final não será Ba x Vi. Será?!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

BAHIA, ANO DECISIVO EM 2010

O ano começa e as expectativas em torno do Bahia são grandes. Parece-me ser um ano realmente decisivo, em que o Bahia ou mostrará o seu efetivo poder de recuperação ou se consolidará como clube pequeno, no plano nacional.
Até o final dos anos 80, do século passado, era possível a um clube de futebol obter algum êxito, ainda que com uma gestão personalista, amadora e com improvisações. Naquele período e com uma administração assim, o Bahia se deu bem e até conquistou um título do Brasileiro, além de, 20 anos antes, uma Taça Brasil. Além de inúmeros e sucessivos títulos estaduais. Conquistas, portanto, que destacavam o clube no cenário nacional e permitiam antecipar um fortalecimento futuro.
Entretanto, não foi o que aconteceu.
A partir dos anos 90, o futebol, mais que nunca, foi inserido na indústria do entretenimento e passou a movimentar quantias vultuosas, com ousadas estratégias de marketing e negócios, estimulados pela rica Europa, que inflacionou consideravelmente o mercado da bola.
Esse novo cenário passou a exigir dos clubes gestão profissional, planejamento, capacidade de captar recursos, enfim, uma estrutura administrativa e processos decisórios de uma empresa de grande porte.
O Bahia não acompanhou essa realidade. Continuou com gestão personalista, com dirigentes improvisados e sem especialização nos negócios do esporte, além de absoluta incapacidade de transmitir credibilidade para captar investidores. Sem falar da total falta de transparência.
A consequência inevitável, também agravada pelo atual modelo de organização do futebol brasileiro, foi o Bahia passar para um plano inferior no futebol nacional e também no futebol bahiano, onde reinou desde 1931, e cedeu a hegemonia que tinha para o Vitória.
Os últimos 15 anos contam bem essa história. De 1995 para cá, o Bahia teve dois rebaixamentos para a série B (1997 e 2003), um rebaixamento para a série C (2005) e venceu apenas os campeonatos bahianos de 1998, 1999 (este dividido com o Vitória, após desastrada manobra da diretoria tricolor) e 2001. E, como destaques maiores, apenas a conquista da Copa Nordeste de 2001 e 2002 e o acesso, em 2007, da série C para B (se é que isso pode se considerar destaque).
Ou seja, o Bahia há 7 anos não disputa a série A do campeonato brasileiro e há 8 anos não vence o campeonato bahiano. Está, assim, em um patamar bem mais baixo que 20 anos atrás. É um clube apequenado. Grandiosos permanecem somente o seu hino, sua torcida e sua história.
É imperioso, pois, reerguer-se já. Não há mais tempo para espera, pois a dinâmica do futebol e dos negócios hoje em dia é cruel: quem não se organiza e cresce permanentemente está destinado ao fracasso, às divisões inferiores, ao esquecimento.
Infelizmente, não se enxerga ainda, no Bahia de hoje, uma administração organizada, uma mobilização eficiente para estruturar, planejar e captar recursos para o clube, que possibilite, de forma sustentada, assegurar seu crescimento, seu retorno aos melhores dias.
Contratou um técnico de expressão nacional, embora polêmico (Renato Gaúcho) e parece depender dele para conseguir jogadores (ainda que de média qualidade técnica) e recursos. A direção do clube - e não o técnico que a ela esta subordinada - é que deve mostrar capacitação e os predicados que o Bahia precisa para voltar a crescer. Não apenas o técnico, que, inevitavelmente, terá sua permanência vinculada diretamente a resultados imediatos.
Estou observando e torcendo, pois o futebol às vezes surpreende, positiva e negativamente. Espero que, mesmo sem gestão e estrutura adequadas, o Bahia consiga, em 2010, se impor no bahiano e na série B, para, a partir daí, tentar consolidar sua recuperação. Se fracassar mais um ano, seguramente irá aprofundar sua crise e longa agonia, mantendo-se, no plano nacional, como um clube menor e decadente.

sábado, 19 de dezembro de 2009

BARÇA CAMPEÃO! A VITÓRIA DO MELHOR FUTEBOL!

Não tivesse o Barcelona conseguido, com Pedro, o empate aos 44 minutos do segundo tempo, levando o jogo para a prorrogação, o Estudiantes seria o campeão do mundo e restaria premiado o futebol defensivo, apenas pragmático.
O Barcelona desde o início buscou a vitória, mas esbarrava na eficiente e dura marcação do clube argentino e, para complicar ainda mais, tomou um gol ainda no primeiro tempo. O segundo tempo foi um jogo de ataque contra defesa: o Barcelona dominava amplamente o jogo, tocava, criava oportunidades de gol, mas não conseguia empatar. O gol só veio no final. Na prorrogação, o Barça confirmou seu melhor futebol, continuando a dominar o jogo, o que resultou num gol de peito de Messi (atuação discreta, mas, como sempre, no Barça, iluminado e decisivo) após cruzamento de Daniel Alves.
O Estudiantes ainda tentou, na raça, reagir, mas o Barcelona sempre foi superior em campo.
Vitória do melhor futebol, do jogo melhor jogado, do time com melhores jogadores e que, mesmo quando perdia, acreditava que era capaz. Resultado justo para o melhor time do mundo na atualidade.

sábado, 12 de dezembro de 2009

A DESIGUALDE ECONÔMICA E O FUTEBOL DO NORDESTE

A desigualdade econômica entre as diversas regiões do Brasil reflete diretamente em todos os segmentos econômicos e, como não poderia deixar de ser, no futebol. Esse é um dos principais motivos para o futebol do nordeste viver uma intensa crise, com seus clubes não conseguindo se manter na série A do campeonato brasileiro, patinando na série B e loteando em maior número apenas as séries C e D.
O atual modelo de organização do futebol brasileiro e a retrógrada gestão dos clubes agravam a crise. Mas, sem dúvida, é a pobreza da região, a baixa movimentação econômica nela existente, se comparada as regiões sul e sudeste, que levam os clubes do nordeste a uma situação grave, incômoda, que precisa ser pensada e revertida com urgência, sob pena de diversos clubes tradicionais da região se apequenarem ainda mais.
Como o melhor retrato dessa crise pode-se tomar como exemplo exatamente um dos poucos clubes da região na série A, o Vitória, que tem um razoável nível de organização e uma boa infra-estrutura, além de estádio próprio.
Pois bem: o Vitória, segundo recente declaração de seu presidente, tem previsto para 2010 um orçamento em torno de R$30 milhões.
Um clube com esse orçamento, de forma realista e salvo uma grata surpresa, não pode esperar, no nível nacional, nada além de uma razoável campanha na Copa do Brasil e a luta, no campeonato brasileiro, para manter-se na série A, tentando, no máximo, a classificação para a Sul-americana. Nada além disso.
O mesmo dirigente, aliás, foi muito sincero e consciente, ao afirmar que foi mais fácil subir da série C para B e da B para A, do que manter-se nela. Não é a toa que anuncia isso, pois sabe que o seu orçamento de todo ano equivale a apenas dois ou três meses do orçamento dos grandes clubes de sul e sudeste.
Tem-se, portanto, uma enorme desigualdade de competição, uma disputa verdadeiramente desleal, dado que os principais patrocinadores do futebol e as melhores cotas somente são destinadas aos grandes clubes do sul e sudeste.
Se em outros segmentos econômicos a desigualdade entre as regiões reduziu, no futebol apenas aumentou. Até 20, 15 anos atrás, os clubes do nordeste ainda conseguiam competir, com algum esforço (mas competiam) com os clubes das regiões mais ricas. Hoje, não mais.
Como disse antes, o atual modelo organizacional do futebol brasileiro agrava essa crise, pois obriga os clubes nordestinos a disputarem, durante os quatro primeiros meses do ano, os campeonatos estaduais, todos eles deficitários e de baixo nível técnico. Vale dizer: aos clubes nordestinos, se não quiserem elevar seu déficit, somente resta a opção de montar uma equipe muito mediana para o campeonato estadual e, somente às vésperas ou no ínício do campeonato brasileiro, tentar qualificar um pouco melhor a equipe, com algumas contratações de melhor porte, mas ainda não em porte suficiente para grandes vôos, exatamente em face da incapacidade financeira.
Tome-se o exemplo do campeonato bahiano: é dosalador! Tirando os BA x VI, todos os demais jogos – na capital ou no interior – não conseguem levar aos estádios público superior a 10.000 pessoas (isso quando os estádios do interior comportam tal público), com exceção de um ou outro jogo do Bahia em Pituaçu, em face de sua numerosa e fanática torcida. Ao lado dessa realidade, outra ainda mais comprometedora: estádios, no interior, com péssima estrutura, campos mal cuidados e equipes formadas por jogadores de baixo nível técnico, quando não jogadores da base do Bahia ou Vitória, emprestados àqueles outros clubes para ganhar experiência.
Nessa mediocridade técnica e econômica, Bahia e Vitória são obrigados a conviver, iludindo-se, ao final, com a conquista do título de um campeonato bahiano, cuja baixa qualidade dos demais times se escancara também quando disputam as série C ou D do campeonato brasileiro e sequer avançam da primeira ou segunda fase.
Como os clubes nordestinos ainda dependem muito das rendas dos estádios, é fácil perceber o déficit de caixa que logo no começo do ano neles se instala.
E os patrocínios? Mencionei antes que os grandes investidores no futebol, atualmente, apenas têm olhos para os grandes clubes do sul e sudeste, o que, registre-se, é plenamente justificável, porque são eles que a mídia expõe com maior intensidade e que disputam as primeiras posições da competição nacional ou participam da Libertadores.
As empresa nordestinas – com raras exceções – não investem, ou não acreditam, no futebol da região. A dificuldade dos clubes do nordeste conseguirem patrocínios é imensa e, quando conseguem, não se tem valores que permitam a esses clubes formar grandes equipes ou melhorar sua estrutura física ou das divisões de base.
A equação negativa é simples: baixas rendas (ao menos nos primeiros quatro meses), patrocínios em valor insuficiente, cotas de televisão menores; resultado: formação de equipes modestas, que não permitem grande êxito na série A e, somente aqui e ali, algum êxito na série B, com consequente desalento das torcidas.
Os números refletem isso. A série A, em 2010, terá apenas dois clubes nordestinos: o Vitória e o récem promovido Ceará. Portanto, somente um clube do nordeste obteve o acesso da série B para A, enquanto dois – Náutico e Sport – caíram da A para a B. Na série B, em 2010, serão seis clubes do nordeste, valendo acentuar que, dos quatro que, em 2009, caíram para a série C, três – ABC, Campinense e Fortaleza - são nordestinos, enquanto apenas dois – ICASA e ASA - ascenderam da C para a B.
Ano após ano, reduz-se, assim, a participação dos clubes nordestinos nas séries A e B. A rigor, nos últimos anos, eles têm apenas transitado por dois a quatro anos na série A.
É preciso, com urgência, se pensar e discutir esse fenômeno negativo que vem, ano a ano, apequenando o futebol da região. Essa discussão pressupõe a união dos principais clubes do nordeste (Bahia, Vitória, Sport, Náutico, Santa Cruz, Ceará, Fortaleza, entre outros) para buscar soluções conjuntas que resultem na melhoria do modelo que está atualmente vigente no futebol brasileiro (tema que comentarei outro dia) e no incentivo para as empresas mais poderosas da região patrocinarem com mais efetividade os clubes locais. Por sua vez, os clubes terão que assumir também sérios compromissos de melhoria da gestão.
Não se enganem: a crise é séria e não se pode iludir o torcedor! Mantida a situação atual, somente aumentará na região, especialmente entre os mais jovens, a torcida do Flamengo, São Paulo, Corintians e outros clubes de outros Estados brasileiros, quando não de outros países (Barcelona, Real Madrid, Milan etc.) e o emprobecimento e mesmo o desaparecimento de alguns desses tradicionais clubes nordestinos será inevitável.

domingo, 6 de dezembro de 2009

FLAMENGO CAMPEÃO!


Deu Mengo! Com mérito, mesmo considerando que jogou e ganhou (2 x 1) a partida final contra um time reserva - mas combativo - do Grêmio.

São Paulo, Palmeiras, Internacional tiveram, ao longo do campeonato, plenas condições de assegurar o título. Não o fizeram. Foram irregulares quando precisavam ter eficiência. O Flamengo chegou entre os quatro primeiros e, na reta final, conseguiu a condição de só depender de si mesmo para ganhar a taça. E aí prevaleceu a força rubro-negra, com a liderança serena, mas segura, de Andrade. Nenhum dos times, já disse isso antes, foi espetacular, brilhante. Mas, o Flamengo, sem dúvida, restou sendo o mais eficiente, no momento em que isso era mais preciso.
De todos os que, no final, disputavam o título, o Flamengo é o menos organizado, o mais turbulento e o que tem maiores dívidas. Superou tudo (o que até coloca em questão tais predicados) e conquistou o título. A imensa nação rubro-negra em todo o país está em merecida festa.
A grande decepção creio que foi o Palmeiras. Durante boa parte do campeonato, líder e favorito; no final, nem garantiu a vaga para Libertadores, limitando-se a quinta colocação.
O Cruzeiro atropelou no segundo turno e ficou com a vaga.
Na parte de baixo, o Fluminense fez o milagre e se salvou de um rebaixamento tido como inevitável até a metade do segundo turno. Uma virada épica.
Restou ao Coritiba a última vaga do rebaixamento. Caíra em 2005, disputou a série B em 2006, mas não subiu, foi o campeão dessa série em 2007, disputou a série A em 2008 e, agora, em 2009, volta a série B. A torcida não suportou e provocou um deprimente espetáculo de pancadaria e agressão em campo. O Coxa vai sofrer as consequências da atitude insana de sua torcida.
O campeonato chega ao fim, consagrando alguns técnicos - Andrade, Silas, Adilson Batista, Cuca e Mário Sérgio - e apequenando outros: Murici, Luxemburgo, Geninho, Nei Franco e Celso Roth.
Num campeonato muito nivelado como este, sem times brilhantes e com poucos jogadores diferenciados, a importância do técnico cresceu. E aí tivemos boas surpresas.
Fim de temporada. Bom momento para algumas reflexões sobre o futebol, particularmente sobre o futebol no nordeste, sobre Bahia e Vitória. Este, aliás, em mais um sufoco em casa, conseguiu, com o empate de hoje, garantir-se na Sul-Americana.