segunda-feira, 31 de agosto de 2009

US OPEN: QUEM VAI DETER ROGER FEDERER?



Começou o US OPEN, o último Grand Slam do ano. E Federer estreou contra o novato Devin Britton, vencendo-o, como era esperado, por 3 x 0 (6-1,6-3 e 7-5). Com essa, alcança a marca de 36 vitórias consecutivas no US OPEN.
A pergunta inevitável é se alguém conseguirá deter Federer, ou se ele levantará, pela sexta vez, o troféu de campeão?
Federer está acima de todos os demais jogadores. Dono de gestos esportivos perfeitos que espelham uma técnica primorosa em todos os golpes, de fundo de quadra ou na rede, seu esforço para jogar é menor que os demais, e a probabilidade de contusões diminuem. Aliado a isso, uma enorme concentração e auto-controle.
E assim ele vai reinando. Está mais velho que boa parte dos concorrentes? Sim, mas, como ninguém, domina os caminhos de um jogo em cinco sets, como pode acontecer em torneios do Grand Slam.
Nos últimos cinco anos (mesmo no ano passado, em que teve rendimento menor e perdeu o posto de n. 1), em todos os torneios do Grand Slam disputados, Federer foi, no mínimo, até a semi-final. Em quase todos foi até a final e, na maioria, deles, venceu. Este ano, foi vice na Austrália, campeão em Roland Garros e em Wimbledon.
É o cara a ser batido. Alguém arrisca algum palpite?
Os torneios do Grand Slam quase sempre revelam surpresas e derrubam precocemente fortes candidatos ao título.
Se isso não acontecer com Federer e ele jogar como fez em Cincinnati, seus concorrentes diretos não conseguirão detê-lo. Nadal ainda não recuperou a forma física, técnica e a confiança. Djokovic e Murray ainda não demonstraram a regularidade necessária para superar Federer em uma final de US OPEN. Roddick vem crescendo muito e encarou bem em Wimbledon. Se conseguir superar o trauma de tantas derrotas contra Federer, verdadeira “freguesia”, poderá ser um obstáculo duríssimo.
Vai ser legal o tênis nessas duas semanas. Tomara que Federer continue seu brilho, mas que venham também outras grandes estrelas.

Agora é oficial, Decifrando o Jogo está no ar!

Estamos hoje lançando oficialmente o blog DECIFRANDO O JOGO!

A intenção é, a partir de hoje, estarmos em contado com os internautas, levando as matérias do "Decifrando" para os debates esportivos mais interessantes, seja através da internet, rádio ou tv.
Para presentear o internauta, dois artigos atualizados sobre a rodada do fim de semana série A e B. Para os interessados no futebol N/NE, vale a pena ler a primeira postagem do dia 25/08/2009. Aproveitem!

domingo, 30 de agosto de 2009

Os jogos de hoje do Brasileirão

Quem assistisse São Paulo x Palmeiras hoje e não soubesse a classificação desses clubes no Brasileirão, jamais imaginaria que estavam em campo duas equipes candidatas ao título ou, no mínimo, candidatas a classificar-se entre os quatros primeiros e garantir a participação na Libertadores de 2010. Jogo fraco e chato, de pouca criatividade, muita marcação, com times sem apresentar o apetite de quem pretende faturar o título. O próprio Edmilson, do Palmeiras, ao final do jogo, quando entrevistado, reconheceu a baixa qualidade da partida jogada.
Mais tarde, no início da noite, as outras duas equipes melhores classificadas, o Inter e o Goiás, se enfrentaram no Beira-Rio. Aí a história foi outra: o Inter foi logo prá cima, com um jogo rápido e de muita movimentação. Fez 1 x 0 e, já aos 13 minutos, o juiz (mais uma vez, o juiz) resolveu participar do espetáculo mais do que devia e expulsou Fernandão, do Goiás, em lance que, no máximo, merecia um cartão amarelo. Aí ficou ainda mais fácil para o Inter que, sem dificuldades, fez 4 x 0, com um bom futebol.
Se os jogos da tarde foram modestos de gols, os da noite não, pois os outros dois – Botafogo x Grêmio e Vitória x Cruzeiro - foram empolgantes e terminaram em 3 x 3. Botafogo e Grêmio foi um jogo cheio de alternativas e emoção. E Vitória e Cruzeiro, um jogo heróico para o Vitória, que arrancou um empate quando a derrota já parecia inevitável. O Cruzeiro deve estar se lamentando muito.
O campeonato se encaminha mesmo para ser decidido entre Palmeiras, São Paulo e Internacional. A quarta vaga, que dá acesso a Libertadores, deve ficar entre Goiás, Atletico-MG, Avaí ou algum outro que dê uma arrancada semelhante a que esse último deu (Grêmio e Cruzeiro têm elenco para isso).
Na parte de baixo, o Fluminense e o Sport só se salvam do rebaixamento por milagre. Ficaram muito distantes e não demonstram força para recuperar. O Fluminense, aliás, desde o ano passado que namora a série B. Botafogo, Náutico, Santo André, Coritiba e Atlético-PR também estão em sérios riscos. Até mesmo o Vitória, que faz uma fraca campanha neste returno.

Alternativas da Série B

A Série B do Brasileiro parece apresentar alternativas que sinalizam um segundo turno empolgante.
Vasco, Atlético-GO, Guarani e Ceará vêm, nas últimas quatro rodadas, ocupando o G4. Desses, porém, nessa última rodada, só o Ceará venceu, e exatamente o Vasco, que começava a pintar como o time que iria disparar na liderança. E olha que o jogo foi no Rio, o que confirma que o Ceará, que começou muito mal o campeonato e chegou a figurar na zona do rebaixamento, tem, atualmente, um desempenho sólido.
Já o Guarani, que no começo do campeonato atropelou a todos, mostra sinais de enfraquecimento, visível instabilidade. Muitos acham – e eu concordo – que ele não fica entre os quatros primeiros.
Ocorre que, um pouco mais embaixo, seis times estão com uma diferença de quatro a sete pontos do G4: o São Caetano, o Figueirense, a Ponte, a Portuguesa, o Bragantino e o Bahia.
O São Caetano, que também esteve próximo da zona do rebaixamento, deu uma arrancada espetacular, venceu sete jogos seguidos e encostou nos líderes. Mas, hoje, esbarrou no Bahia, que também beirou a zona de trás, mas vem em visível recuperação, já com três vitórias consecutivas, empolgando sua fiel torcida com um futebol bem mais aplicado que antes.
O Figueirense, a Ponte e o Bragantino, mantêm uma regularidade de posição: sempre ali entre os nove primeiros, mas sem conseguir avançar, salvo esporadicamente. Uma subida de produção, porém, pode fazer qualquer um deles chegar.
E a Portuguesa, bem, a Portuguesa, já com estádio interditado e conflitos com a torcida, terá que pacificar seu ambiente, se não quiser ter problemas ainda maiores.
Já na parte de baixo na classificação, o Campinense esboça uma reação. Será?
O ABC tenta reagir, mas não consegue. O Fortaleza idem. E o Duque de Caxias, bem... um clube que tem público em casa da ordem de 500 torcedores não deveria estar disputando campeonato profissional algum.
E o Juventude e o Brasiliense que se cuidem, pois estão de namoro também com a zona do rebaixamento.
Enfim: nas próximas dezessete rodadas faltantes para o final do campeonato, é provável que se confirme a acentuada recuperação de alguns, a queda de produção ou estagnação de outras equipes.
Olhando a classificação hoje, ouso arriscar: dos quatro últimos (Duque de Caxias, Fortaleza, ABC e Campinense) um deles escapará do rebaixamento. No G4 (hoje Vasco, Atlético-GO, Guarani e Ceará), dois não permanecerão. Quem são esses e quais os que entrarão no rebaixamento ou no acesso, bem...aí não arrisco, mas, ao longo do returno, darei pistas dos meus palpites.
Amanhã - ou melhor – já hoje mesmo, no final da rodada, comentarei a série A

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Encolheram o FLA x FLU

Encolheram o FLA x FLU. Encolheram o público (pouco mais de 12 mil pessoas) e o futebol (baixíssima qualidade técnica). Um FLA x FLU pequeno, desproporcional ao tamanho e importância dos dois clubes, foi o que se viu ontem pela Sul-Americana. Um FLA x FLU sem ídolos (e que clubes ainda têm ídolos no futebol brasileiro?), sem vibração. Uma pena que, assim, por um calendário mal planejado, pela impossibilidade financeira de manter os seus melhores jogadores, os clubes nacionais estejam se apequenando. E encolhendo os chamados “clássicos”, que só retomam essa cara quando se trata de uma decisão.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Bahianos despacham paranaenses

Primeiro foi o Bahia. Em um jogo ruim, de pouca técnica de ambos o lados, venceu quem foi mais eficiente nas finalizações. O Paraná teve cinco chances do gols; só fez um. O Bahia fez dois, tendo só três chances concretas, todas no segundo tempo, quando o time jogou mais compacto e Helton Luiz, de novo, mostrou que tem lugar entre os onze.
Depois o Vitória. Jogou mal, de novo, perdeu pelo mesmo placar que venceu aqui e levou a classificação para os penaltis, onde, aí, sim, teve a eficiência esperada.
Novo alento para os times bahianos.
O Bahia vislumbra a possibilidade de crescer no campeonato da série B, especialmente se vencer, no sábado, o embalado São Caetano. A declaração de Rubens Cardoso, ao final do jogo, de que Sérgio Guedes conseguiu que o grupo voltasse a se unir, deixou esperanças. Mas, também a pergunta: quando e por quê começou a desunião, agora aparentemente revertida?
O Vitória, por sua vez, segue na Sul Americana, em busca de título e mais visibilidade no cenário nacional e internacional e, com isso, a possibilidade de conseguir melhores patrocínios. Mas, precisa cuidado para não relaxar no Brasileirão e complicar-se. Um fato preocupa: nos quatros últimos jogos (Goiás, Atlético Paranaense, Sport e Coritiba) o Vitória venceu um e perdeu três. É preciso atenção!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Futebol do norte e nordeste

Pobre futebol do norte e nordeste! Não pobre em talentos, em torcidas apaixonadas, em esperanças. Pobre em recursos mesmos.
Não é por acaso que, se os campeonatos brasileiros da Série A e B terminassem hoje, teríamos dois clubes nordestinos rebaixados para a Série B (Sport e Náutico) e apenas um alcançando a Série A (o Ceará, depois de mais de 15 anos sem disputá-la). Seriam novamente somente dois clubes nordestinos na elite, o Vitória (que está caindo na tabela) e o Ceará.
É que os clubes do norte e nordeste não conseguem patrocínios capazes de dar-lhes uma solidez financeira que os faça competir com os clubes do sul e sudeste.
Para se manter hoje na Série A, um clube precisa recursos anuais mínimos da ordem de 35 milhões. Menos que isso, ele apenas transita na Série A, um ano lá fazendo uma boa campanha e nos demais lutando para não ser rebaixado, até não conseguir mais.
Assim foi com o Santa Cruz, o América–RN, o Bahia, o Fortaleza, e os mesmos Vitória, Náutico e Sport, anos atrás.
E olhe que alguns desses, como Vitória e Bahia, têm estrutura física de treinamento bem razoável.
Como a fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro não deve mudar tão cedo (é assunto que comentarei outro dia), é preciso se repensar regionalmente o futebol do norte e nordeste.
Melhores gestões é claro que são necessárias, mas também mais sensibilidade dos empresários da região para com o esporte, pensar coletivamente (e não isoladamente) as dificuldades dos clubes, entender que as rivalidades estaduais e das torcidas são importantes para motivar os campeonatos locais, mas não devem balizar o relacionamento entre os clubes, pleitear na CBF o retorno da rentável e excelente Copa do Nordeste (disputada até 2002), buscar melhores cotas das televisões, depender menos dos empresários de jogadores, etc. Que tal organizar um evento para servir de fórum de debate sobre as dificuldades dos clubes da região?
Por que, se ficarem na dependência da sensibilidade da CBF, de patrocínios de empresas e investidores de outras regiões, do apoio do Poder Público, esses clubes – um a um – terão o destino trágico que hoje vivencia o Santa Cruz na Série D.