Pobre futebol do norte e nordeste! Não pobre em talentos, em torcidas apaixonadas, em esperanças. Pobre em recursos mesmos.
Não é por acaso que, se os campeonatos brasileiros da Série A e B terminassem hoje, teríamos dois clubes nordestinos rebaixados para a Série B (Sport e Náutico) e apenas um alcançando a Série A (o Ceará, depois de mais de 15 anos sem disputá-la). Seriam novamente somente dois clubes nordestinos na elite, o Vitória (que está caindo na tabela) e o Ceará.
É que os clubes do norte e nordeste não conseguem patrocínios capazes de dar-lhes uma solidez financeira que os faça competir com os clubes do sul e sudeste.
Para se manter hoje na Série A, um clube precisa recursos anuais mínimos da ordem de 35 milhões. Menos que isso, ele apenas transita na Série A, um ano lá fazendo uma boa campanha e nos demais lutando para não ser rebaixado, até não conseguir mais.
Assim foi com o Santa Cruz, o América–RN, o Bahia, o Fortaleza, e os mesmos Vitória, Náutico e Sport, anos atrás.
E olhe que alguns desses, como Vitória e Bahia, têm estrutura física de treinamento bem razoável.
Como a fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro não deve mudar tão cedo (é assunto que comentarei outro dia), é preciso se repensar regionalmente o futebol do norte e nordeste.
Melhores gestões é claro que são necessárias, mas também mais sensibilidade dos empresários da região para com o esporte, pensar coletivamente (e não isoladamente) as dificuldades dos clubes, entender que as rivalidades estaduais e das torcidas são importantes para motivar os campeonatos locais, mas não devem balizar o relacionamento entre os clubes, pleitear na CBF o retorno da rentável e excelente Copa do Nordeste (disputada até 2002), buscar melhores cotas das televisões, depender menos dos empresários de jogadores, etc. Que tal organizar um evento para servir de fórum de debate sobre as dificuldades dos clubes da região?
Por que, se ficarem na dependência da sensibilidade da CBF, de patrocínios de empresas e investidores de outras regiões, do apoio do Poder Público, esses clubes – um a um – terão o destino trágico que hoje vivencia o Santa Cruz na Série D.
Não é por acaso que, se os campeonatos brasileiros da Série A e B terminassem hoje, teríamos dois clubes nordestinos rebaixados para a Série B (Sport e Náutico) e apenas um alcançando a Série A (o Ceará, depois de mais de 15 anos sem disputá-la). Seriam novamente somente dois clubes nordestinos na elite, o Vitória (que está caindo na tabela) e o Ceará.
É que os clubes do norte e nordeste não conseguem patrocínios capazes de dar-lhes uma solidez financeira que os faça competir com os clubes do sul e sudeste.
Para se manter hoje na Série A, um clube precisa recursos anuais mínimos da ordem de 35 milhões. Menos que isso, ele apenas transita na Série A, um ano lá fazendo uma boa campanha e nos demais lutando para não ser rebaixado, até não conseguir mais.
Assim foi com o Santa Cruz, o América–RN, o Bahia, o Fortaleza, e os mesmos Vitória, Náutico e Sport, anos atrás.
E olhe que alguns desses, como Vitória e Bahia, têm estrutura física de treinamento bem razoável.
Como a fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro não deve mudar tão cedo (é assunto que comentarei outro dia), é preciso se repensar regionalmente o futebol do norte e nordeste.
Melhores gestões é claro que são necessárias, mas também mais sensibilidade dos empresários da região para com o esporte, pensar coletivamente (e não isoladamente) as dificuldades dos clubes, entender que as rivalidades estaduais e das torcidas são importantes para motivar os campeonatos locais, mas não devem balizar o relacionamento entre os clubes, pleitear na CBF o retorno da rentável e excelente Copa do Nordeste (disputada até 2002), buscar melhores cotas das televisões, depender menos dos empresários de jogadores, etc. Que tal organizar um evento para servir de fórum de debate sobre as dificuldades dos clubes da região?
Por que, se ficarem na dependência da sensibilidade da CBF, de patrocínios de empresas e investidores de outras regiões, do apoio do Poder Público, esses clubes – um a um – terão o destino trágico que hoje vivencia o Santa Cruz na Série D.
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