sábado, 19 de dezembro de 2009

BARÇA CAMPEÃO! A VITÓRIA DO MELHOR FUTEBOL!

Não tivesse o Barcelona conseguido, com Pedro, o empate aos 44 minutos do segundo tempo, levando o jogo para a prorrogação, o Estudiantes seria o campeão do mundo e restaria premiado o futebol defensivo, apenas pragmático.
O Barcelona desde o início buscou a vitória, mas esbarrava na eficiente e dura marcação do clube argentino e, para complicar ainda mais, tomou um gol ainda no primeiro tempo. O segundo tempo foi um jogo de ataque contra defesa: o Barcelona dominava amplamente o jogo, tocava, criava oportunidades de gol, mas não conseguia empatar. O gol só veio no final. Na prorrogação, o Barça confirmou seu melhor futebol, continuando a dominar o jogo, o que resultou num gol de peito de Messi (atuação discreta, mas, como sempre, no Barça, iluminado e decisivo) após cruzamento de Daniel Alves.
O Estudiantes ainda tentou, na raça, reagir, mas o Barcelona sempre foi superior em campo.
Vitória do melhor futebol, do jogo melhor jogado, do time com melhores jogadores e que, mesmo quando perdia, acreditava que era capaz. Resultado justo para o melhor time do mundo na atualidade.

sábado, 12 de dezembro de 2009

A DESIGUALDE ECONÔMICA E O FUTEBOL DO NORDESTE

A desigualdade econômica entre as diversas regiões do Brasil reflete diretamente em todos os segmentos econômicos e, como não poderia deixar de ser, no futebol. Esse é um dos principais motivos para o futebol do nordeste viver uma intensa crise, com seus clubes não conseguindo se manter na série A do campeonato brasileiro, patinando na série B e loteando em maior número apenas as séries C e D.
O atual modelo de organização do futebol brasileiro e a retrógrada gestão dos clubes agravam a crise. Mas, sem dúvida, é a pobreza da região, a baixa movimentação econômica nela existente, se comparada as regiões sul e sudeste, que levam os clubes do nordeste a uma situação grave, incômoda, que precisa ser pensada e revertida com urgência, sob pena de diversos clubes tradicionais da região se apequenarem ainda mais.
Como o melhor retrato dessa crise pode-se tomar como exemplo exatamente um dos poucos clubes da região na série A, o Vitória, que tem um razoável nível de organização e uma boa infra-estrutura, além de estádio próprio.
Pois bem: o Vitória, segundo recente declaração de seu presidente, tem previsto para 2010 um orçamento em torno de R$30 milhões.
Um clube com esse orçamento, de forma realista e salvo uma grata surpresa, não pode esperar, no nível nacional, nada além de uma razoável campanha na Copa do Brasil e a luta, no campeonato brasileiro, para manter-se na série A, tentando, no máximo, a classificação para a Sul-americana. Nada além disso.
O mesmo dirigente, aliás, foi muito sincero e consciente, ao afirmar que foi mais fácil subir da série C para B e da B para A, do que manter-se nela. Não é a toa que anuncia isso, pois sabe que o seu orçamento de todo ano equivale a apenas dois ou três meses do orçamento dos grandes clubes de sul e sudeste.
Tem-se, portanto, uma enorme desigualdade de competição, uma disputa verdadeiramente desleal, dado que os principais patrocinadores do futebol e as melhores cotas somente são destinadas aos grandes clubes do sul e sudeste.
Se em outros segmentos econômicos a desigualdade entre as regiões reduziu, no futebol apenas aumentou. Até 20, 15 anos atrás, os clubes do nordeste ainda conseguiam competir, com algum esforço (mas competiam) com os clubes das regiões mais ricas. Hoje, não mais.
Como disse antes, o atual modelo organizacional do futebol brasileiro agrava essa crise, pois obriga os clubes nordestinos a disputarem, durante os quatro primeiros meses do ano, os campeonatos estaduais, todos eles deficitários e de baixo nível técnico. Vale dizer: aos clubes nordestinos, se não quiserem elevar seu déficit, somente resta a opção de montar uma equipe muito mediana para o campeonato estadual e, somente às vésperas ou no ínício do campeonato brasileiro, tentar qualificar um pouco melhor a equipe, com algumas contratações de melhor porte, mas ainda não em porte suficiente para grandes vôos, exatamente em face da incapacidade financeira.
Tome-se o exemplo do campeonato bahiano: é dosalador! Tirando os BA x VI, todos os demais jogos – na capital ou no interior – não conseguem levar aos estádios público superior a 10.000 pessoas (isso quando os estádios do interior comportam tal público), com exceção de um ou outro jogo do Bahia em Pituaçu, em face de sua numerosa e fanática torcida. Ao lado dessa realidade, outra ainda mais comprometedora: estádios, no interior, com péssima estrutura, campos mal cuidados e equipes formadas por jogadores de baixo nível técnico, quando não jogadores da base do Bahia ou Vitória, emprestados àqueles outros clubes para ganhar experiência.
Nessa mediocridade técnica e econômica, Bahia e Vitória são obrigados a conviver, iludindo-se, ao final, com a conquista do título de um campeonato bahiano, cuja baixa qualidade dos demais times se escancara também quando disputam as série C ou D do campeonato brasileiro e sequer avançam da primeira ou segunda fase.
Como os clubes nordestinos ainda dependem muito das rendas dos estádios, é fácil perceber o déficit de caixa que logo no começo do ano neles se instala.
E os patrocínios? Mencionei antes que os grandes investidores no futebol, atualmente, apenas têm olhos para os grandes clubes do sul e sudeste, o que, registre-se, é plenamente justificável, porque são eles que a mídia expõe com maior intensidade e que disputam as primeiras posições da competição nacional ou participam da Libertadores.
As empresa nordestinas – com raras exceções – não investem, ou não acreditam, no futebol da região. A dificuldade dos clubes do nordeste conseguirem patrocínios é imensa e, quando conseguem, não se tem valores que permitam a esses clubes formar grandes equipes ou melhorar sua estrutura física ou das divisões de base.
A equação negativa é simples: baixas rendas (ao menos nos primeiros quatro meses), patrocínios em valor insuficiente, cotas de televisão menores; resultado: formação de equipes modestas, que não permitem grande êxito na série A e, somente aqui e ali, algum êxito na série B, com consequente desalento das torcidas.
Os números refletem isso. A série A, em 2010, terá apenas dois clubes nordestinos: o Vitória e o récem promovido Ceará. Portanto, somente um clube do nordeste obteve o acesso da série B para A, enquanto dois – Náutico e Sport – caíram da A para a B. Na série B, em 2010, serão seis clubes do nordeste, valendo acentuar que, dos quatro que, em 2009, caíram para a série C, três – ABC, Campinense e Fortaleza - são nordestinos, enquanto apenas dois – ICASA e ASA - ascenderam da C para a B.
Ano após ano, reduz-se, assim, a participação dos clubes nordestinos nas séries A e B. A rigor, nos últimos anos, eles têm apenas transitado por dois a quatro anos na série A.
É preciso, com urgência, se pensar e discutir esse fenômeno negativo que vem, ano a ano, apequenando o futebol da região. Essa discussão pressupõe a união dos principais clubes do nordeste (Bahia, Vitória, Sport, Náutico, Santa Cruz, Ceará, Fortaleza, entre outros) para buscar soluções conjuntas que resultem na melhoria do modelo que está atualmente vigente no futebol brasileiro (tema que comentarei outro dia) e no incentivo para as empresas mais poderosas da região patrocinarem com mais efetividade os clubes locais. Por sua vez, os clubes terão que assumir também sérios compromissos de melhoria da gestão.
Não se enganem: a crise é séria e não se pode iludir o torcedor! Mantida a situação atual, somente aumentará na região, especialmente entre os mais jovens, a torcida do Flamengo, São Paulo, Corintians e outros clubes de outros Estados brasileiros, quando não de outros países (Barcelona, Real Madrid, Milan etc.) e o emprobecimento e mesmo o desaparecimento de alguns desses tradicionais clubes nordestinos será inevitável.

domingo, 6 de dezembro de 2009

FLAMENGO CAMPEÃO!


Deu Mengo! Com mérito, mesmo considerando que jogou e ganhou (2 x 1) a partida final contra um time reserva - mas combativo - do Grêmio.

São Paulo, Palmeiras, Internacional tiveram, ao longo do campeonato, plenas condições de assegurar o título. Não o fizeram. Foram irregulares quando precisavam ter eficiência. O Flamengo chegou entre os quatro primeiros e, na reta final, conseguiu a condição de só depender de si mesmo para ganhar a taça. E aí prevaleceu a força rubro-negra, com a liderança serena, mas segura, de Andrade. Nenhum dos times, já disse isso antes, foi espetacular, brilhante. Mas, o Flamengo, sem dúvida, restou sendo o mais eficiente, no momento em que isso era mais preciso.
De todos os que, no final, disputavam o título, o Flamengo é o menos organizado, o mais turbulento e o que tem maiores dívidas. Superou tudo (o que até coloca em questão tais predicados) e conquistou o título. A imensa nação rubro-negra em todo o país está em merecida festa.
A grande decepção creio que foi o Palmeiras. Durante boa parte do campeonato, líder e favorito; no final, nem garantiu a vaga para Libertadores, limitando-se a quinta colocação.
O Cruzeiro atropelou no segundo turno e ficou com a vaga.
Na parte de baixo, o Fluminense fez o milagre e se salvou de um rebaixamento tido como inevitável até a metade do segundo turno. Uma virada épica.
Restou ao Coritiba a última vaga do rebaixamento. Caíra em 2005, disputou a série B em 2006, mas não subiu, foi o campeão dessa série em 2007, disputou a série A em 2008 e, agora, em 2009, volta a série B. A torcida não suportou e provocou um deprimente espetáculo de pancadaria e agressão em campo. O Coxa vai sofrer as consequências da atitude insana de sua torcida.
O campeonato chega ao fim, consagrando alguns técnicos - Andrade, Silas, Adilson Batista, Cuca e Mário Sérgio - e apequenando outros: Murici, Luxemburgo, Geninho, Nei Franco e Celso Roth.
Num campeonato muito nivelado como este, sem times brilhantes e com poucos jogadores diferenciados, a importância do técnico cresceu. E aí tivemos boas surpresas.
Fim de temporada. Bom momento para algumas reflexões sobre o futebol, particularmente sobre o futebol no nordeste, sobre Bahia e Vitória. Este, aliás, em mais um sufoco em casa, conseguiu, com o empate de hoje, garantir-se na Sul-Americana.

domingo, 29 de novembro de 2009

UM DOMINGO DE MUITO FUTEBOL

E o São Paulo "queimou minha língua"...! Domingo passado, afirmei que ele deveria ser o campeão, pois, então, só dependia de si e, ao meu ver, dificilmente vacilaria contra o Goiás, como vacilara contra o Botafogo. Repetiu, porém, a dose de erros, perdeu por 4 x 2 e agora parece-me já com remotas chances do título. Sinaliza que precisa renovar um pouco seu elenco.
Mas, antes de comentar o futebol no Brasil, neste domingo, é imperioso falar sobre dois outros grandes jogos: Arsenal 0 x 3 Chelsea e Barcelona 1 x 0 Real Madrid.
O clássico londrino exibiu um Chelsea forte, super eficiente na marcação e nas conclusões das jogadas, deixando tonto o Arsenal, que tem até um jogo de toques de bola bom de se ver, mas totalmente impotente ante a força dos "blues". Curioso é que esse elenco do Chelsea é praticamente o mesmo que não conseguiu êxito nas temporadas 2007/2008 e 2008/2009. Agora, sob o comando de Ancelotti está "voando", liderando até com facilidade o campeonato inglês. O quê faz retomar o tema da importância efetiva do técnico para um time conseguir jogar bem e conquistar títulos.
Já no clássico espanhol, que maravilha estava o Camp Nou, em Barcelona! Festa lindíssima! Em campo, de um lado, o toque envolvente do Barça, uma bela exibição de Messi, Xavi, Iniesta, Daniel Alves (no segundo tempo) e um imbatível Puyol. O Real Madrid bem que tentou controlar o jogo, marcou forte, fez contra ataques perigosos, especialmente com Kaká, mas Ibrahimovic, que Guardiola resguardou para o segundo tempo, entrou em campo para, de primeira, em preciso cruzamento de Daniel, marcar o gol da vitória. Barça 1 x 0, em belíssimo jogo!
Mas, voltando ao campeonato brasileiro, agora é o Flamengo que está com a mão na taça, embora, se der qualquer bobeira e não vencer o Grêmio na última rodada, o Internacional irá segurá-la. O problema do Inter é que é exatamente o Grêmio o adversário do Flamengo. Que ironia: depender do maior rival para ser o campeão (pois, vencer o Santo André, que, insisto, já está rebaixado, não me parece difícil para o Inter, em pleno Beira-Rio).
O Atlético-MG foi outro que decepcionou na reta final. Será a sina do Celso Roth...!?
E o Palmeiras, hein! Parece que ressucitou, ainda tem até a chance de título. Mas, ao Palmeiras, especificamente a Diego Souza, que arriscou e fez, já cabe, sem dúvida, o troféu do mais belo gol do campeonato. Aquele chute de primeira, do meio campo, para pegar Carini ainda fora do gol, foi um lance de cinema.
Lá embaixo, o Fluminense agora respira por si mesmo e, com bravura, deve escapar do rebaixamento. Venceu hoje, mais uma vez, 4 x 0, o Vitória. E o Vitória despencou mesmo, ingressando numa crise interna que comentarei também nas próximas semanas.
Pelos jogos da última rodada, parece-me que o Botafogo, por jogar contra o Palmeiras, é que tem maiores chances de ser rebaixado, juntamente com o Sport, Náutico e Santo André. Se acontecer, será o segundo rebaixamento do Botafogo nesta década.

domingo, 22 de novembro de 2009

E O FLAMENGO PERDEU A CHANCE! MAS O VITÓRIA NÃO!

A derrota do São Paulo contra o Botafogo, no jogo das 16h, deu ao Flamengo a total condição de assumir a liderança do campeonato e só depender de si, em apenas duas rodadas, para ser campeão. Jogaria as 18:30h, em casa, contra um pouco motivado Goiás, com o Maracanã lotado e a torcida incentivando em grande estilo. Tudo pronto, portanto, para o Flamengo assumir a liderança e começar a arrancada final para o título. Mas, parece que a responsabilidade pesou. O Flamengo não teve a mesma força e eficiência dos últimos jogos e pouco rendeu, ante um Goiás que mostrou, mais uma vez, um bom toque de bola, que poderia lhe ter levado a melhor posição na competição. No final, 0 x 0.
Agora, mais que nunca, mesmo com a diferença caindo apenas para um ponto, creio que será muito difícil o São Paulo, que continua líder, deixar de ser campeão. Duvido que ele vacile novamente no jogo contra o Goiás, mesmo no Serra Dourada, e o último jogo será contra o Sport, que parece já ter abandonado a competição.
E que o São Paulo e o Flamengo não vacilem, pois o Internacional voltou com força, mesmo com as invencionices de Mário Sérgio, e qualquer tropeço deles pode resultar no Inter campeão, já que os seus dois confrontos são contra dois rebaixados: Sport, em Recife, e Santo André, em Porto Alegre.
Palmeiras, Cruzeiro e Atlético lutarão pela outra vaga para a Libertadores, mas o Palmeiras leva a vantagem de três pontos na frente, o que é significativo para apenas duas rodadas.
Na parte de baixo, a coisa pegou fogo.
Antes, importante registrar que o Vitória não perdeu sua chance, adiantou seu lado e, vencendo o Barueri por 2 x 1 e chegando a 47 pontos, afastou qualquer possibilidade de rebaixamento, uma vez que alguns times que estão abaixo vão se enfrentar em si. Ainda não voltou a jogar de forma convincente, mas jogou aplicado e o suficiente para vencer. Confirma, pois, o Nordeste com dois representantes em 2010, na série A (ele e o Ceará).
O Sport já caiu matematicamente e o Náutico e o Santo André, embora no plano das probabilidades ainda tenham chances, na prática, ja caíram para a série B..
Mas a briga entre Fluminense, Botafogo, Atlético-PR e Coritiba promete. O último rebaixado só será conhecido na última rodada. Não arrisco palpite, mas torço para que não seja o Flu, pois a sua vitória de hoje confirma uma reação inimaginável e uma fase que pode levá-lo ao título da Sulamericana.

sábado, 21 de novembro de 2009

O BAHIA FICA MAIS UM ANO NA SÉRIE B

O Bahia permanece na série B. É o que restou para a imensa torcida tricolor comemorar hoje, nesse final de temporada, após a convincente atuação e vitória ante o Guarani, por 2 x 0. Já o Guarani, em pleno e lotado Pituaçu, beneficiado pela derrota do Figueirense, comemorou também, só que o acesso à série A, contrastando com a comemoração do lado tricolor, pelo alívio de afastar o risco da série C.
Sobre o Bahia, farei muitos comentários nas próximas semanas: seu passado, seu presente, as perspectivas que se apresentam, as medidas indispensáveis se pretender voltar a ser grande.
A série B vai chegando ao seu final. Para a última rodada restou apenas a definição do quarto time a ser rebaixado. Os candidatos são o Juventude, o América-RN, o Ipatinga e o Brasiliense.
Subiram o Vasco, o Ceará, o Guarani e o Atlético-GO. Sem dúvida, os times mais regulares do campeonato. Nenhum deles, nem mesmo o Vasco, com um futebol de grande qualidade. Apenas times aplicados, confiantes, com boa regularidade e padrão de jogo definido. O quê mostra que, com um pouco mais de competência administrativa e técnica, o Bahia poderia ter uma participação mais nobre nessa série B.
Gostei muito do acesso do Ceará, o clube que há mais tempo disputa a série B. Com ele, é possível que o Nordeste tenha, em 2010, ao menos dois representantes na série A (o Vitória certamente será o outro, pois seu risco de rebaixamento é remoto).
Aliás, sobre essa baixa representação do Nordeste na série A do Brasileiro, reflexo da desigualdade econômica do país, também pretendo comentar nas próximas semanas.
Observem que essa baixa representação começa também a acontecer na série B. Os três já rebaixados para a série C são também do Nordeste (Campinense, ABC e Fortaleza) e o quarto ainda pode ser o América-RN. É verdade que chegam o Sport, o Náutico e o Icasa, mas é muito pouco para tão extensa região que, não raro, costuma lotar os estádios.
Enquanto isso, de forma surpreendente e que ainda merece melhor explicação, o Duque de Caxias, clube fluminense que tem média de público inferior a 500 pessoas por jogo, consolidou-se na série B, estando hoje na 10a. colocação. São as contradições do futebol brasileiro, ainda carente de uma organização mais adequada para um país de proporção continental. Outro bom tema para opinar.
Amanhã é dia das coisas ficarem mais claras na série A e voltarei a postar algumas considerações.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

QUARTA DE FUTEBOL - POLÊMICA, BRIGA E SUPERAÇÃO

Mão leva a França a Copa
Tento marcado por Gallas, com toque de mão do atacante Henry no início do lance, leva França a Copa de 2010. O lance ilegal foi decisivo para a classificação da França para a Copa do Mundo - uma bola conduzida com a mão pelo atacante Thierry Henry gerou nesta quinta-feira várias críticas de torcedores e personalidades ligadas ao futebol.
Um erro da arbitragem fez cair por terra um magnífico trabalho da Irlanda. E mais uma vez a polêmica em relação a utilização de meios eletrônicos devem ou não serem utilizados. A Irlanda será penalizada pelo menos por mais 4 anos até a próxima Copa e a França estará presente, sendo beneficiada por uma jogada irregular.



FLUZÃO
Mais uma vez o Fluminense é destaque! Jogando com muita vontade, o tricolor conseguiu mais uma sensacional vitória na Sulamericana, jogo brigado dentro e fora de campo. De virada 2 x 1! Gols da virada aos 47 e 48 minutos do segundo tempo. Após termino do jogo os Paraguaios não aguentaram a derrota e partiram para a briga, foi pancada para todo lado! E a torcida do Flu vibrava, "TricolooooR de coraçãaaao..."
Após o jogo Gum, responsável pelo gol de empate falou aos repórteres, "Estamos todos felizes e com a sensação de dever cumprido. Brigamos na bola e na porrada, mas temos a consciência de que ainda não vencemos coisa alguma. Temos dois jogos da decisão da Sul-Americana e três pelo Brasileiro para tentarmos permanecer na Primeira Divisão".

Sem dúvida o Fluminense não conseguiu nada ainda, mas pela forma destemida com que vem enfrentando seus adversários, conquistou torcedores, críticos e amantes do futebol que agora torcem para o time permanecer na 1º divisão e conquistar a Copa Sulamericana para o Brasil.

Além da derrota briga entre palmeirenses foi destaque no jogo de ontem

Num jogo que Muricy surpreendeu por deixar Edmílson e Vagner Love no banco, o Palmeiras não se encontrou e mais uma vez sofreu uma derrota. Gremio 2 x 0 Palmeiras. Revoltados com o gol marcado por Rafael Marques no último lance do primeiro tempo, Obina e Maurício se desentenderam na saída para os vestiários e deram início a grande tumulto no gramado do Estádio Olímpico. No intervalo do duelo com o Grêmio na noite desta quarta-feira, os palmeirenses mostraram descontrole ao sair de campo, discutiram e trocaram agressões, sendo expulsos assim que o árbitro Heber Roberto Lopes voltou para o campo.

O Palmeiras parece dar adeus a briga pelo título, entra em crise e tem que manter o controle para não ficar fora do G4.


domingo, 15 de novembro de 2009

SÃO PAULO E FLAMENGO NA RETA FINAL

Na reta final, São Paulo e Flamengo decidirão o título. O Palmeiras, o Atlético-MG, o Internacional e o Cruzeiro vão brigar pela vaga para a Libertadores. O título mesmo ficará com o São Paulo ou o Flamengo. O São Paulo tem a vantagem de estar dois pontos na frente e ter um grupo forte de jogadores, confiantes e experientes em situações decisivas. Seu futebol não é empolgante, mas é eficiente, prático, fazendo em campo o que é preciso. Sua maior dificuldade é que, das três partidas restantes, duas (Botafogo e Goiás) serão fora de casa e a última, contra o Sport, no Morumbi. Mas, convenhamos, jogar fora de casa não costuma ser grande problema para o São Paulo.
Já o Flamengo apresenta um futebol até mais vistoso que o São Paulo, mais rápido nos contra-ataques, com jogadas de maior efeito. É evidente, porém, que o time cai quando Petkovic começa a cansar. Ao contrário do São Paulo, tem a seu favor duas partidas no Maracanã (Goiás e Grêmio) e uma fora contra o Corintians. Mas, terá que correr atrás dos dois pontos de diferença e, em tese, tem dois adversários mais complicados que os do São Paulo.
Aposto no São Paulo campeão. De novo.
Espero que as arbritagens não compliquem mais ainda esse final de campeonato, pois, se o São Paulo perder o título por erros de arbitragem, será inevitável a suspeita de favorecimento ao Flamengo, o queridinho da Globo. Afinal, o São Paulo já teria ganho tanto...!
Dos demais que disputarão a vaga para a Libertadores, penso que o Palmeiras é certo e Inter, Atlético e Cruzeiro (com o surpreendente Avaí correndo por fora) duelarão pela última vaga.
Na parte de baixo, Sport, Náutico e Santo André já estão na série B. A fantástica reação do Fluminense, a queda do futebol do Botafogo e a estagnação do Atlético-PR projetam um boa briga. Ainda tá difícil para o Flu, mas o futebol que vem praticando credencia dizer que ele pode, sim, não ser rebaixado.
E o Vitória, hein? Coisa estranha...! Cinco jogos com derrotas, sem fazer um gol sequer, um início de crise instalado entre jogadores e técnico, imprensa e torcida pedindo a cabeça de Mancini. Calma gente! Seis rodadas atrás o técnico era competente, o grupo unido, a Sul-Americana uma certeza. Nada se desarruma assim num piscar de olhos. Ou antes era tudo mera aparência? O jogo contra o Barueri, no Barradão, embora seja ele um time perigoso, será uma boa oportunidade do Vitória dar a volta por cima e garantir-se na Sul-Americana. A hora recomenda cabeça fria e atitude firme.
Na série B, além do Vasco já campeão, o Guarani penso que já subiu. O Ceará tá quase lá (e torço muito que assim seja, ante a queda do Sport e do Náutico). A última vaga fica entre o Atlético-GO e o Figueirense, com mais chances para o primeiro.
Na parte de baixo, Campinense, ABC e Fortaleza já foram para a série C. E uma última vaga caberá ao América ou Brasiliense ou Juventude ou Ipatinga ou Bahia. O Bahia ganhou fôlego com a providencial vitória de ontem contra a Ponte Preta. Tem dois adversários duros pela frente (Guarani e Atlético-GO), mas creio que um ou dois pontos o livrarão do rebaixamento. Todos os demais terão partidas também duras, mas vou arriscar um palpite: cai o Brasiliense ou o Ipatinga, possivelmente, com 45 pontos.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Últimas notícias da dupla BA x VI

As maiores emoções estão reservadas para o Bahia com uma dura réta final de serie B pela frente, luta contra o rebaixamento e contusões no seu elenco. O Vitória sem grandes estímulos enfrenta o São Paulo que luta pelo título. Apesar do rebaixamento ser uma opção remota, o rubro negro apenas quer confirmar a permanência na série A.

Contundidos Ananias e Alex Maranhão não jogam mais em 2009 e Nadson fora do jogo contra a Ponte

Os dois jogadores vinham dando uma nova motivação ao time do Bahia. Prata-da-casa, Ananias já havia declarado em várias oportunidades que não deixaria o clube que ama voltar à terceira divisão; Alex Maranhão era o principal responsável pelas jogadas de bola parada.
Ananias teve um estiramento de cinco centímetros na coxa direita e precisa de aproximadamente 30 dias para se recuperar, o que o deixa fora de qualquer possibilidade de atuar ainda em 2009.
Já o meia, que estava atuando como lateral-esquerdo, Alex Maranhão, sofreu uma fratura no quinto metatarso do pé esquerdo, sozinho, em uma tentativa de anular o ataque do time do Vila Nova-GO.
Nadson não participou dos treinamentos realizados nesta semana e os médicos do clube resolveram vetar o jogador para a partida contra a Ponte Preta.
O jogador vinha sentindo dores na coxa, na região da costela e ainda possui um corte na boca. Com isso, o jogador será poupado e fará tratamento para estar 100% para os jogos contra o Guarani e Atlético-GO.
Além das contusões, o técnico Paulo Bonamigo não conta com volante Hernani, suspenso.

Vitória tem jogo decisivo para o Brasileirão

O Vitória enfrenta o São Paulo sábado, partida que pode influenciar na decisão do campeonato. Apesar da forte queda de rendimento, algumas vezes o time do Vitória já influenciou em decisões de campeonato brasieliro, em 2008 venceu o Grêmio e o resultado fez com que o tricolor gaúcho ficasse fora da disputa pelo título.
Quanto a retrospectiva é toda a favor do São Paulo. Vitória disputou 13 jogos contra o São Paulo no Morumbi e não venceu nenhuma: empatou três vezes e perdeu 10.

domingo, 8 de novembro de 2009

O VASCO NA SÉRIE A, A REAÇÃO DO FLU E OUTRAS DO FINAL DE SEMANA.

O Vasco garantiu seu acesso para a série A, com quatro rodadas de antecedência do final do campeonato. Mostrou, como fez o Corintians o ano passado, que, com um bom técnico, um time organizado, com jogadores aplicados e um ou dois acima da média, voltar para a elite do futebol não é tão complicado assim. Mas, tem clube, que ainda se considera grande, que não aprende a lição e continua a patinar na série B.
O Fluminense, por sua vez, há cinco rodadas atrás, ou antes, era dado como morto e rebaixado para a série B. Mas, engatou uma sequência fantástica de vitórias e empates – tanto no Brasileiro, quanto na Sul-Americana – que permite projetar que escape do rebaixamento. Ainda é difícil, pois ocupa a 17ª. colocação, ainda 5 pontos atrás do 16º. Mas, mesmo tardia, que é impressionante sua recuperação, é! Hoje, sua vítima foi o Palmeiras (1 x 0), o que colocou o São Paulo como líder da competição, agora só dependendo dele para, mais uma vez, conquistar o título.
Vai ser difícil, a essa altura, segurar o São Paulo. E, com isso, complicou para o Vitória, que será o primeiro time contra quem o São Paulo vai defender, no Morumbi, sua condição de líder.
Sobre o Vitória, aliás, parece que os jogadores esqueceram que o campeonato ainda não terminou. Se o risco do rebaixamento é remoto, a vaga para a Sul-Americana é um objetivo que deve ser perseguido. A derrota de ontem, em casa, para o surpreendente Avaí, a quarta derrota consecutiva, mostrou que há, no momento, algo estranho, carente de melhor explicação no rubro-negro baiano.
E o Flamengo também foi destaque, neste domingo. Não tomou conhecimento do Atlético-MG e, em pleno Mineirão, aplicou 3 x 1 no Galo. Foi sobretudo eficiente, jogando com uma forte sistema de marcação e contra-ataques mortais. Agora é 3º colocado, só dois pontos atrás do São Paulo. Numa reta dessa, de final de campeonato, a torcida do Fla pode fazer a diferença.
A coisa ficou ruim para o Atlético-MG, que agora parece que irá disputar com o Cruzeiro qual dos mineiros disputará a Libertadores, em 2010.
E o Internacional e o Goiás, hein? Estacionaram de vez e terão que se contentar com a vaga para a Sul-Americana. Pouco, para quem esteve perto da vaga para Libertadores e até foi apontado como candidato ao título.
Na parte de baixo, o Sport já foi: estará na série B, em 2010. E Náutico e Santo André também estão quase confirmados lá.
Já na série B, onde, algumas rodadas atrás, parecia tudo definido quanto ao acesso, apenas o Vasco confirmou as previsões. O resultado disso é que, diferente dos anos anteriores, quando 62 ou 63 pontos garantiram o acesso (o Vitória, em 2007, conseguiu o acesso com 59 pontos), neste ano a projeção é que serão precisos pelo menos 65 ou 66 pontos para a entrada na série A. Faltam ainda quatro rodadas e o 4º colocado – o Atlético-GO – com 59 pontos, está longe de se considerar classificado, pois tem no seu encalce Figueirense e Portuguesa, com 57 pontos.
E o mesmo acontece na parte de baixo da tabela. Se, nos anos anteriores, 44 ou 45 pontos garantiram a manutenção na série B, este ano parece que pelo menos 46 ou 47 pontos serão necessários. Bahia e América têm 39 pontos, Juventude, 40, e Brasiliense, 41. Todos ainda ameaçados. Ruim para o Bahia, que não tem feito o dever de casa – apenas empatou na sexta-feira com o Fortaleza – e ainda irá enfrentar, nas duas últimas rodadas, Guarani e Atlético-GO, que poderão estar jogando pela classificação. Nuvens negras no horizonte tricolor, anunciadas, por sinal.
ABC, Campinense e Fortaleza, parecem-me já certos para disputar a série C, em 2010, embora o Fortaleza, é bom registrar, tenha evoluído muito depois que Roberto Fernandes assumiu o time.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

DESTAQUES DA F1 - PREPARATIVOS 2010

Um pouco de F1 para os internautas que adoram velocidade possam saber das últimas notícias que envolvem a próxima temporada de 2010.

Sem dúvida, para os brasileiros, a entrada de Bruno Senna na formula 1 é bastante querida. Carregando o nome do seu tio, tri-campeão mundial, o jovem chega a Formula 1. Muitos acreditam no seu desenvolvimento, elogiam a sua tranquilidade, maturidade, comprometimento e capacidade de evolução que Bruno Senna demonstrou nas categorias em que passou. Porém, também desacreditado por alguns, devido a sua carreira nas "divisões de base" do automobilismo ser curta e tardia. Resta esperar e torcer para que possamos ter mais um campeão brasileiro na F1!

- Bruno Senna deve ser apresentado na Campos até sexta -

  Foto: Reinaldo Marques/Terra
26 de maio de 2009, Foto: Reinaldo Marques/Terra

Contratado pela Campos, equipe que estreia em 2010 na Fórmula 1, Bruno Senna está em Madri desde domingo e já trabalha para o time. Segundo o jornal AS, esta quinta-feira está reservada para exames médicos.

A apresentação oficial será na quinta ou na sexta-feira, em Murcia, também na Espanha.

Outro compromisso do piloto, antes da apresentação, será ir até Dallara, na Itália, para fazer o molde de seu cockpit, que está construído lá.

- Novato fala em aprender, mas já almeja bater Barrichello -

Confirmado para estrear na Fórmula 1 após faturar a GP2, Nico Hulkenberg diz que a Williams não estabeleceu metas para seu primeiro ano na elite do automobilismo mundial. Mas o próprio alemão faz questão de se pressionar, querendo não só "aprender" com Rubens Barrichello, mas também igualar o ritmo do parceiro e "até batê-lo" em meados da temporada.

Conforme apontou o próprio diretor técnico da Williams, Sam Michael, no início desta semana, Barrichello, o piloto que mais participou de grandes prêmios na história da F1, foi contratado também para servir como uma espécie de "professor".

Isso acontece porque ao lado do brasileiro estará um piloto que, aos 22 anos, só guiou um carro da categoria em poucas oportunidades desde que se tornou testador do time inglês, há pouco menos de dois anos.

Comentando o assunto nesta quarta, Hulkenberg admitiu que para seu desenvolvimento a grande experiência de Barrichello será útil. "Eu seria estúpido se não aproveitasse conselhos e não visse como ele trabalha. Acho que posso aprender muito", projetou.

Não é por isso, porém, que ele respeitará de forma exagerada o companheiro de equipe. Assim, já fala em objetivos ousados para a próxima temporada, embora assegure não haver pressão por parte da Williams.

"Eles não estão me dizendo que tenho de vencer no ano que vem ou algo assim, mas é claro que esperam algo de mim", disse ele, antes de basear os comentários na luta interna com Barrichello.

"No início será difícil, mas logo espero estar no ritmo dele, desafiando-o na velocidade e nos resultados, e batê-lo em algum momento".

- Lotus pode estar envolvida em nova espionagem -

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Novo modelo da Lotus é apresentado nesta terça-feira, na Malásia. Equipe retorna ambiciosa à F1
15 de setembro de 2009
Foto: Reuters

Sequer estreou na Fórmula 1 e a Lotus já pode estar envolvida em um escândalo com a Force India. De acordo com o jornal Motorsport Aktuell, Mike Gascoyne, que trabalhou no time indiano e hoje é responsável pelo projeto de desenvolvimento da equipe malaia, pode estar envolvido em um esquema de espionagem.

A acusação é de que o modelo do túnel de vento da Lotus é muito parecido ao que foi usado no VJM02, carro da Force India.

Além disso, há a suspeita de que a Force India tem dívidas com a Aerolab, empresa italiana usada pelo dirigente para facilitar a utilização do túnel de vento.

A Force India trocou a Aerolab pela Fondtech este ano, e um modelo do projeto havia sido deixado para trás. Gascoyne teria utilizado esta planilha para desenvolver o projeto da Lotus.

* Textos e imágens retirados do site - Terra

domingo, 1 de novembro de 2009

JOGOS EMPOLGANTES

Rodada de fortes emoções.
Ontem, Flamengo e Santos fizeram um jogo em que o Flamengo esteve melhor, mas foi o Santos que, com dois penaltis perdidos por “Ganso” (ou defendidos por Bruno), acelerou o coração das torcidas.
Ainda ontem, o São Paulo venceu por 1 x 0 o bom time do Barueri, com dificuldades, em jogo que Rogerio Ceni teve que se virar, embora Dagoberto tenha acertado a trave e Washington perdido gol cara a cara com o goleiro. E, vencendo, deixou para o Palmeiras a responsabilidade de tentar, no domingo, voltar a liderança.
E voltou. Mas, num jogo que teve tudo para ser derrotado. O Corintians jogou melhor, teve Ronaldo, Defederico e Jorge Henrique inspirados, ficou com um homem a mais ainda no primeiro tempo, após a expulsão de Marcos (deveria ter ficado com dois a mais, pois Maurício fez uma falta desclassificante em Jorge Henrique e Heber Roberto não teve coragem de expulsá-lo, após excluir Marcos) e esteve duas vezes na frente do placar. Mas, o Palmeiras, em dois lances de bolas paradas alçadas na área, aproveitou a falha da defesa corintiana e arrancou um empate. Resultado que o igualou ao São Paulo em número de pontos, mas suficiente para permanecer na liderança, pelo saldo de gols.
No Serra Dourada, o Atlético-MG começou se impondo ante o Goiás, fez 2 x 0, mas cedeu a o empate. Só no segundo tempo, de penalti, chegou aos 3 x 2, mantendo-se na disputa pelo título.
Já no Beira-Rio, o Internacional contrariou a lógica e permitiu a vitória do Botafogo, dando-lhe uma folga na luta contra o rebaixamento, mas, complicando-se, tanto em relação ao título, quanto a classificação para a Libertadores.
Mais tarde, mais dois jogos impressionantes.
Náutico e Sport fizeram um clássico de desesperados, em que o Sport atacou muito, mas foi o Náutico que foi mais eficiente, vencendo por 3 x 2 e afundando de vez o rubro-negro de Pernambuco.
E Cruzeiro e Fluminense fizeram o jogo mais incrível da rodada. Um show do Cruzeiro no primeiro tempo: 2 x 0, além de penalti perdido, bola na trave e domínio absoluto. Porém, entrou no segundo tempo de “sapato alto”, considerando o Flu já batido. Errou. O tricolor carioca foi a luta, em 15 minutos empatou o jogo e assustou o Cruzeiro que, quando acordou de novo para o jogo, já era tarde e o Flu já havia virado: 3 x 2, interrompendo a sequência de vitórias do Cruzeiro que, se vencesse, desbancava o Flamengo e ingressava no G4. Um grande equícovo do Cruzeiro, que pode lhe causar prejuízo irrecuperável na competição.
Fato é que o Campeonato está sem qualquer previsibilidade. Há um equilíbrio entre os times que disputam o título e a classificação para a Libertadores. Nenhum time é fantástico, nenhum é ingênuo.
Até a série B, que já parecia resolvida quanto aos classificados, trouxe novidades no fim de semana. O Atlético-GO apanhou feio do Duque de Caxias (5 x 1), deixando uma interrogação quanto ao seu futuro e permitindo que Portuguesa e Figueirense encostassem. Parece que há vagas em aberto também na série B.
Enfim, não dá prá ficar de fora: os campeonatos – tanto da série A, quanto da B - estão empolgando. Vale a pena acompanhar.

domingo, 25 de outubro de 2009

AS SÉRIES A E B DO BRASILEIRÃO


A série A do Brasileiro ficou realmente empolgante na reta final. A queda de rendimento do Palmeiras, que antes tinha cinco pontos de vantagem sobre o segundo colocado, mas perdeu seus três últimos jogos, e, além disso, a ascensão do Atlético-MG e Flamengo, aliado a São Paulo e Internacional voltarem a vencer, deixaram o campeonato inteiramente aberto, tanto em relação ao título, quanto em relação a classificação para a Libertadores.
A diferença entre o Palmeiras, ainda em primeiro com 54 pontos, e o Flamengo, quinto colocado com 51 pontos, é de apenas três pontos, e a do Palmeiras para o Atlético, segundo, é tão só de um ponto.
Ademais, desses cinco times, o Palmeiras é o que, nas últimas rodadas, teve pior desempenho e o Atlético e o Flamengo foram os melhores.
E ainda tem o Cruzeiro, melhor campanha do segundo turno, também se aproximando, já com 48 pontos.
Portanto, nada é previsível, quer quanto ao título, quer quanto ao G4. Muitas emoções para as próximas rodadas e um palpite pessoal: Atlético-MG ou São Paulo, um dos dois, será o campeão.
Na parte de baixo da tabela, Fluminense e Sport já foram para a série B. Náutico, Botafogo e Santo André tentam, com grande luta, se salvar. O Coritiba ainda tem risco, porém menor.
Já a série B parece-me definida quanto a classificação para o acesso: Vasco, Guarani, Ceará e Atlético-G0 estarão na série A, em 2010. Figueirense e Portuguesa ainda tem chances, mas se afastaram demais do G4 (cinco pontos) e aqueles quatro primeiros times mantém boa regularidade.
Na parte de baixo, Campinense e ABC acredito que já estão rebaixados. As outras duas vagas do descenso serão do Fortaleza, Bahia ou América-RN, com leve risco ainda para o Ipatinga que há quatro rodadas não vence e parece em franco declínio.

Falando especificamente dos times baianos, penso que o Vitória vai se manter ali na zona intermediária da classificação na série A, em torno do décimo lugar, garantindo novamente, sem dificuldades, sua participação na Sul Americana de 2010. Classificar para Libertadores é, na prática, quase impossível, embora a matemática ainda permita o sonho.
Já quanto ao Bahia, considero que dificilmente escapará do rebaixamento para a série C. Os sites estatísticos indicam que ele e o América têm praticamente a mesma probabilidade de queda, mas vejo o time potiguar com mais determinação e garra, nesse final de campeonato. Talvez, exatamente ter permitido ao América o empate em Pituaçu, depois de estar vencendo duas vezes com diferença de dois gols, tenha sido fatal para o Bahia. Se realmente cair, será a repetição de um desastre, que expõe, mais uma vez, a incompetência diretiva do clube e a incapacidade dos “maracajistas” aprenderem a lição. Mas, isso é outra conversa que, como já disse antes, só retomarei no final do campeonato, esteja o Bahia salvo na série B ou, de novo, condenado à série C.

domingo, 18 de outubro de 2009

O VITÓRIA E AS ALTERNATIVAS DO BRASILEIRÃO

Depois de um primeiro tempo em que teve chances claras de gols, inclusive em penalti não convertido, o Vitória tomou um susto com o gol do Náutico, logo no início do segundo tempo. Mas, reagiu. Seja pelo acerto das modificações feitas por Mancini, com Leandrão no lugar de Roger e Jackson no lugar de Gláucio, seja pelo fato do Náutico ter um zagueiro expulso, é indiscutível que o Vitória soube se impor, criar as jogadas necessárias para os dois gols de Leandrão e um de Jackson e, mais uma vez, mostrar determinação até o final da partida. Já anotaram quantas vezes o Vitória consegue decidir o jogo na segunda metade do segundo tempo? Pois é: bom preparo físico e um treinador que faz a leitura correta do jogo, aliado a um time que demonstra elevada confiança.
O resultado deixou o Vitória a apenas cinco pontos do G4, em nono lugar e sonhando ainda com a Libertadores. É muito difícil, especialmente porque, em sua frente, ainda estão quatro clubes com o mesmo objetivo, além dos quatro que já estão lá na zona de classificação.
Porém, é fato que Palmeiras, São Paulo, Internacional e Goiás deram uma estacionada e já não demonstram a mesma eficiência de rodadas anteriores, permitindo o sonho de seus concorrentes. Entre esses, parece-me que o Atlético-MG subiu muito de produção com a entrada de Ricardinho, que organizou o meio e dita o ritmo de jogo, aliado a ótima fase de Diego Tardelli. O Galo mostrou ótimo desempenho na vitória ontem sobre o São Paulo e pode surpreender até em relação ao título, uma vez que já é o terceiro colocado.
O Flamengo também vem crescendo e, hoje, deu um "banho" no Palmeiras, sob o comando do genial Petkovic que, além dos gols que fez, foi a referência de todos os contra-ataques. Está em quinto, a apenas um ponto do quarto colocado.
E o Cruzeiro vem chegando, chegando.
Pois é, as últimas oito rodadas do Brasileirão prometem muito. Vamos ver!

sábado, 17 de outubro de 2009

O BAHIA HUMILHADO

Como já havia dito no meu comentário do último dia 10, não pretendo, até o final do campeonato, emitir opinião a respeito de cada um dos jogos que o Bahia faça, reservando-me para comentários mais amplos, no final da temporada, seja com o Bahia rebaixado para série C, como tudo parece indicar, seja ele mantido na série B.
Mas, quero hoje voltar ao jornalista, escritor e professor João Carlos Teixeira Gomes, que no jornal ”A Tarde” de hoje, continua a expressar sua indignação com a decadência do Bahia e a continuada incompetência dos seus dirigentes.
No meu comentário do dia 07 de outubro, já fiz menção a outra entrevista de Teixeira Gomes, amplamente divulgada na mídia nacional, onde ele refere ao Bahia como uma força social. Hoje ele continua a se expressar sobre o tema e o faz, como é costumeiro, de forma precisa:
Pouco clubes no Brasil se identificam tanto com o povo como o Bahia. Não é apenas um time de massa como Flamengo ou Corintians. Quando entra em campo, sob o fragor de sua imensa torcida e o vistoso movimento das coloridas bandeiras, a paixão que o Bahia desperta se iguala a um sentimento de comoção cívica. É como se fosse um pedaço da terra baiana invadindo o gramado para uma batalha épica. O Bahia provoca fanática emoção de patriotismo.
Isto se dá por um conjunto de fatores. As cores – o vermelho, o azul e o branco – que são as mesmas da nossa bandeira. O nome, que é o mesmo da nossa terra. O vigor e o entusiasmo da sua torcida, que constitui notável expressão sociológica da nossa composição, como povo multirracial que se integra em mística devoção, superando todas as barreiras e diferenças sociais, étnicas e religiosas. O Bahia representa, no campo esportivo, o mais perfeito exemplo de sincretismo cultural que distingue a Bahia de todos os demais estados brasileiros e faz da nossa terra uma realidade incomparável, por única.
Eis porque se torna inadmissível que o clube tenha chegado ao nível de humilhação a que foi atirado pelas administrações que o desmoralizam há tantos anos consecutivos.”
Segue, em sua magnífica exposição, apontando a “dinastia dos maracajistas” (Paulo Maracajá e os que ele depois apadrinhou, como Marcelo Guimarães, pai e filho, Rui Acioli, Petrônio Barradas, etc) como responsáveis – e são – por deixarem despencar “um longo passado vitorioso, obtido por gerações sucessivas e anos de lutas por todos os campos do Brasil”.
E, ao final, sentencia e conclui: “Confesso que só vejo um caminho para a salvação: voltar a torcida às ruas, como em 2006, e depois organizar-se para, num movimento cívico como a insurreição do Dois de Julho, impedir o continuísmo da tropa dos azarados, para que o Bahia enfim se soerga e reencontre o caminho de sua perdida grandeza.”
Concordo e assino embaixo. Só não sei se esse movimento popular, depois de tantos anos de humilhação, desolação e cansaço, ainda seria realmente capaz de acontecer. Nem enxergo nomes capazes de liderá-lo, pois vejo que muitos tricolores competentes e esclarecidos, que seriam capazes de orientar uma reação, afastaram-se do clube, exatamente para não serem confundidos com os perversos da “dinastia dos maracajistas”.
Mas torço, muito, para que algum movimento aconteça e com ele as mudanças indispensáveis para que o Bahia retome sua glória e volte a justificar a letra do seu hino.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

ARGENTINA NA COPA.

E a Argentina está na Copa! Não dava prá ser diferente, pois uma Copa sem os argentinos perderia muito em qualidade, rivalidade e expectativas. É verdade que eles não estão apresentando atualmente um futebol de grande qualidade. Hoje mesmo, no jogo contra o Uruguai, a Argentina foi essencialmente defensiva, limitando-se, quando tinha o domínio da bola, a tocá-la de um lado para outro do campo, sob o comando do incansável Véron. Até Messi somente apareceu para dar toques burocráticos. Do outro lado, um Uruguai de pouca técnica, incapaz de criar - coletiva ou individualmente - jogadas que escapassem da marcação argentina. O gol só poderia sair mesmo por acaso ou numa jogada de bola parada. Foi o que aconteceu, em favor da Argentina, numa cobrança de falta em que a bola, rebatida na área, sobrou para o zagueiro Bolati chutar e fazer o gol.
Mas, deu gosto ver a comemoração argentina em campo, desde o passional Maradona aos entusiasmados e criticados jogadores.
É essa emoção argentina que não poderia faltar na Copa. Emoção que, se aliada ao futebol de talento e qualidade que sempre se espera da Argentina, garantirá bons momentos para se ver!
Bravo, hermanos!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

NADA DE NOVO NA SÉRIE A

Essa última rodada da série A do Brasileiro nada alterou de significativo na classificação. Não por vitórias dos líderes, mas, exatamente pelo contrário: todos perderam (Palmeiras, São Paulo, Atlético-MG) ou empataram (Internacional e Goiás). A registrar: a aproximação do Flamengo no G4, após a vitória sobre o São Paulo, e a confirmação da recuperação do Cruzeiro, talvez tardia para suas pretensões de alcançar a classificação para a Libertadores.
Na zona do rebaixamento, também nada mudou, não obstante a bela vitória de 3 x 0 do Náutico sobre o Palmeiras. Mas, ele, o Santo André, o Sport e o Fluminense continuam ali, nos últimos lugares.
O Vitória foi a São Paulo e empatou com o Santos (0 x 0), em jogo equilibrado, mas que o clube santista teve maior domínio e melhores oportunidades. O resultado, é claro, foi melhor para o Vitória que para o Santos, ambos no meio da tabela de classificação e, ao que tudo indica, buscando apenas manter-se na zona de classificação para a Sul Americana de 2010.
Faltando nove rodadas para o término do campeonato, espera-se que as próximas tragam mais emoções.

domingo, 11 de outubro de 2009

BOLIVIA 2 X 1 BRASIL

Perder da Bolivia, ainda que a altitude a favoreça, não permite que se faça qualquer elogio ao Brasil. Já classificados e com a desculpa prévia da altitude, os jogadores, com raras exceções, entraram em campo em ritmo de treino, ou melhor, para cumprir tabela. Deixaram para fazer alguma festa em Mato Grosso, numa provável vitória sobre a Venezuela. Como o Brasil já está classificado, tudo bem, não se pode exigir mais.
A registrar, de positivo, o desempenho de Daniel Alves e Nilmar. Vai ser difícil e injusto não mantê-los como titulares.

MARADONA

Sem dúvida, a cena mais marcante dessa rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo foi o peixinho de Maradona, comemorando o gol, no último minuto, que deu a vitória da Argentina sobre o Peru. Comemorou como se o gol fosse dele, com um gesto ágil para o seu hoje elevado peso, que só a emoção explica, e como se ali já estivesse consumada uma conquista definitiva.
Vê-se, em momentos como esse, o motivo dos argentinos terem Maradona como um ídolo além do futebol. Maradona é paixão à flor da pele, diz e faz o que o momento lhe faz sentir, tudo com elevada carga de dramaticidade, intenso, como um tango argentino.
Como técnico, percebe-se que Maradona não consegue dar uma organização ao time da Argentina. E desde quando a paixão organiza? A paixão quer movimento constante, ainda que turbulento, ainda que sem ordem. É assim que a Argentina joga sob o comando de Maradona, numa desordenada correria, numa busca frenética e pouca organizada do gol.
Por isso, será dramática a classificação. Mas, parece ser essa emoção permanente o alimento de "Dieguito" e da alma argentina.

sábado, 10 de outubro de 2009

BAHIA FIRME A CAMINHO DA SÉRIE C

Mais um, Bahia! Não mais um título de glória, como canta seu hino, mas, sim, mais um vexame em Pituaçu, sob os olhos desolados de quase 18.000 torcedores, em plena véspera de um fim de semana prolongado pelo feriado do dia 12. O empate de 3 x 3 contra o América-RN, depois de, por duas vezes na partida, estar vencendo com diferença de dois gols (2 x 0 e 3 x 1) retrata o desequilíbrio, a desorganização e a inconsistência do time.
O grupo de jogadores, já se sabe, não é de boa qualidade, mas, como disse Bonamigo, está na média da série B, não se justificando campanha tão decepcionante. Ele, é verdade, errou na escalação, quando entrou com Paulo Isodoro e, mais ainda, ao mantê-lo tanto tempo em campo. E errou também nas alterações que fez, especialmente no posicionamento em campo que definiu para Helton Luis e Ernani, quando entraram.
O fato concreto é que, dos últimos 24 pontos que disputou, o Bahia conquistou apenas 2. É sinal claro, claríssimo, que entrará novamente pela porta da série C, salvo se conseguir uma surpreendente e improvável reação que os últimos 8 jogos não autorizam acreditar.
Mas, futebol, é verdade, às vezes surpreende, como aliás surpreende a campanha desastrosa do Bahia, que começou o campeonato com ares de candidato ao acesso, depois se viu que sua realidade seria apenas manter-se na zona intermediária e, agora, luta, de forma desesperada, para escapar do descenso.
Este comentarista do blog, salvo algum acontecimento excepcional, não irá mais, jogo a jogo, opinar sobre essa caminhada final do Bahia na série B. Aguardará o final dela, quando estiver confirmada a queda para a C ou a manutenção na série B. Há tantos questionamentos a serem feitos, fatos a serem contestados e comentados, propostas a serem apresentadas, que o comentário de cada jogo, nesse momento, passa a ser de menor importância ou valia.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

VITÓRIA X FLAMENGO E OUTROS JOGOS DA RODADA

Vitória e Flamengo fizeram um jogo empolgante. O Flamengo começou em cima e fez um gol, mas já tivera uma oportunidade antes. O Vitória acordou e empatou logo, em mais um escanteio que Ramon cobrou com precisão na cabeça de Roger. O Flamengo continuou perigoso e Pet mostrou seu veneno na bola parada, colocando mais uma vez o rubro negro carioca na frente. Mas, o Vitória tinha Ramon, mestre também nas bolas paradas e, em cobrança perfeita, que Bruno não ousou ir na bola, empatou o jogo. Aí o Vitória passou a controlar o jogo e em belo lance de Gláucio pela direita, Ramon concluiu com perfeição: Vitória 3 x 2 Flamengo.
No segundo tempo, os times pareceram evitar um jogo tão frenético e marcaram mais forte, tiveram mais cautelas. As chances de gols reduziram. Perto do final, o Flamengo fez modificações mais ousadas, em busca do empate que precisava, e conseguiu, aos 45’ do segundo tempo, com Zé Roberto. Final 3 x 3.
Sem dúvida, o melhor jogo da rodada. Merecia um público melhor do que foi anunciado, em torno de 22.000 pessoas.

No Maracanã, em jogo de baixa qualidade e emoção, Fluminense e Corintians ficaram no 1 x 1. O Flu, mesmo que sonhe, não escapa do rebaixamento.

O mesmo parece acontecer com o Sport, derrotado em casa pelo Santos, graças, é verdade, a uma atuação fabulosa do jovem goleiro Felipe.

O São Paulo, por sua vez, vacilou, empatando com o Coritiba em casa, em jogo que teve até gol olímpico de Marcelinho Paraíba, em falha de Rogério Ceni que, parece, não está em boa forma. Os palmeirenses sorriram.

E Atlético-PR e Grêmio, assim como, Barueri e Santo André empataram em 0 x 0, em jogo de pouca repercussão.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

BAHIA, UMA "FORÇA SOCIAL"

Ainda repercute a lúcida e emocionada entrevista do escritor e jornalista João Carlos Teixeira Gomes (Joca), no Terra Magazine (transcrita também em outros órgãos da imprensa e no blog do Juca Kfouri) a respeito do Esporte Clube Bahia, suas glórias e o que fazer para salvá-lo.
Entre as muitas afirmações que faz, uma das mais contundentes é: “O Bahia não é apenas um clube esportivo, mas uma força social no Estado da Bahia.”
Não há dúvida que um clube com a numerosa e apaixonada torcida que tem o Bahia deixa de ser um mero time de futebol, para se tornar um fenômeno maior, para ter uma repercussão social mais ampla. Por isso, aliás, tudo no Bahia é amplificado: as crises são mais profundas, as críticas mais duras, as disputas internas mais questionadas e por aí vai. E lógico, na glória ou na crise, a imprensa adora falar (mal ou bem) do Bahia, pois dá audiência.
No entanto, é forçoso reconhecer que a “força social” que o Bahia é está enfraquecendo, aliás, já está bastante enfraquecida. Conseqüência da década perdida (2000/2009) em relação a títulos, conseqüência da interdição da Fonte Nova, palco de exercício da “força social” do Bahia, para onde, a pé, se dirigiam torcedores de todos os bairros do entorno, além de ser um estádio onde, de qualquer lugar da cidade, pode se chegar com apenas um transporte público, em razão da Estação da Lapa (ali, lembrem-se, o Bahia, ainda que mal nos campeonatos, dificilmente o público era inferior a 15.000 pessoas). Pituaçu não tem essas facilidades.
E, lógico, esse enfraquecimento é conseqüência, principalmente, da incompetência gerencial dos Dirigentes do clube que, ano a ano, sinalizam promessas e conquistas, ao final frustradas, sem falar dos repetidos riscos de rebaixamentos, algumas vezes concretizados nos últimos anos: ameaçou cair da série A para a B em 1996 e caiu em 1997; também da A para a B, ameaçou cair em 2002 e conseguiu em 2003; da B para C, em 2005; e, agora, em 2009, vivencia novamente o risco do descenso para a série C.
Há, portanto, um inevitável cansaço da torcida, um esgotamento por viver tantos insucessos, um desencanto que a cada ano aumenta e torna cada vez mais frágil a “força social” a que Teixeira Gomes referiu.
Porém, é indiscutível que essa “força social” ainda existe, latente. Embora inquestionável o crescimento da torcida do maior rival do Bahia, o Vitória, especialmente nas novas gerações, percebo a “ força social” a que o escritor referiu quando vejo, na escolinha de futebol que meu filho de 9 anos freqüenta, significativo número de garotos tricolores, vestidos com a camisa do Bahia, orgulhosos, vibrantes. Ante tantas decepções dos últimos anos, somente um clube com uma “força social” como a que referiu João Carlos Teixeira Gomes, continuaria a despertar interesse, esperança e paixão de antigos e novos torcedores.

sábado, 3 de outubro de 2009

BAHIA, VITÓRIA, OLIMPÍADAS DE 2016

O Bahia perdeu mais uma. Dessa vez em Florianópolis, para o Figueirense, por 2 x 0. A rigor, essa derrota era esperada: Bahia em crise, Figueirense em ascensão, perseguindo o G4 e jogando em casa, não poderia ser outro o resultado. O Bahia até mostrou alguma evolução na sua postura em campo, mas continuou pouco criativo. Leandro e Bruno Silva foram expulsos de novo, o que mostra ansiedade e nervosismo, mesmo considerando a arbitragem confusa.
Só resta ao Bahia vencer as cinco partidas em casa para evitar o rebaixamento. Também, se não conseguir vencer, em casa, América-RN, Fortaleza, Campinense e Vila Nova merece mesmo a série C.

O Vitória, por sua vez, foi enfrentar, como favorito, um apreensivo Santo André, lutando contra o rebaixamento. Um gol antes de completar o primeiro minuto atordoou o rubro negro, que só começou a se encontrar no jogo a partir dos vinte minutos. Algumas jogadas criadas e perdidas, de ambos os lados, se não desperdiçadas poderiam resultar em placar diverso para qualquer dos dois lados. Mas, ficou mesmo no 1 x 0 para o Santo André. Pelo futebol que vinha jogando, esperava-se um Vitória mais consistente. Vacilou. Agora é encarar o Flamengo, no Barradão.

Melhor do que falar em derrotas é mesmo celebrar a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016. Essa escolha confirma as notícias que chegam do exterior e se lê nos periódicos internacionais: há, pela estabilidade econômica e política, pelas potencialidades energéticas, pelas possibilidades concretas de desenvolvimento, pelo carisma do Presidente Lula, uma forte expectativa em torno do Brasil. O Brasil, pode-se dizer, está na moda. Eventos como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016 darão ao país uma visibilidade jamais tida. É hora de aproveitar a chance, planejar e fazer tudo com precisão, sem sobressaltos. Há tempo e talento para tanto.
É também uma oportunidade ímpar para os clubes brasileiros se reorganizarem, crescerem, melhorarem sua imagem perante a mídia internacional e captarem mais recursos. Pensem nisso, senhores dirigentes do Vitória e do Bahia.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

AS MUDANÇAS NO BAHIA

Após o vexame do jogo contra o Duque de Caxias e o ingresso na zona de rebaixamento, a Direção do Bahia apressou-se em adotar medidas que, segunda ela, evitarão o descenso para a série C.
Assim, saiu Paulo Carneiro, gestor de futebol, entrou Elizeu Godoy. Saiu o técnico Sérgio Guedes chegou Paulo Bonamigo.
A saída de ambos se justifica. Paulo Carneiro, como gestor de futebol, foi um fracasso. Não conseguiu montar um time, sequer um grupo de jogadores confiáveis, elevou demasiadamente os gastos com a folha de salários e, pior, não convenceu ao torcedor tricolor que sua origem rubro-negra não seria impedimento para uma boa gestão no Bahia. Teve seus méritos, especialmente no que refere a dotar o Fazendão de uma melhor estrutura, mas isso não era e não foi o bastante.
Sérgio Guedes, por sua vez, que parece ser um bom técnico e que apresentava um discurso sobre o Bahia bem interessante, e fazia uma boa leitura dos jogos, não conseguiu traduzir seu trabalho e convicções em resultados. Nenhum técnico se mantém perdendo 5, 6 jogos consecutivos, notadamente jogos em casa, contra times fracos, como o Brasiliense e o Duque de Caxias, resultando na queda para a zona do rebaixamento.
Portanto, não se discute a saída dos dois, pois, bons motivos havia para tanto.
Pergunta-se, porém, qual o critério usado para a escolha de Elizeu e Bonamigo?
Elizeu, embora ligado ao esporte em seu trabalho na rádio e televisão, não tem qualquer experiência como gerente de futebol e não tem cancha no chamado “mercado da bola”. Até o seu papel não ficou claro, pois, em entrevista, hoje, o Presidente Marcelo Guimarães Filho declarou: “Ele chega para ser um elo entre o presidente e os jogadores. Como conhece muito, ele será muito importante também nesse contato diário com os atletas. Ele chega como funcionário do clube e espero que ele fique, no mínimo, até o final do meu mandato”, torceu. Marcelinho revelou também que Elizeu não chega para substituir Paulo Carneiro e que esse profissional está sendo procurado no mercado. “Estamos conversamos com muitos profissionais de fora da Bahia, até por que aqui não achei ninguém com esse perfil. Mas estamos procurando com calma esse profissional, já que não podemos errar nessa escolha”, observou.” (fonte: site Bahia Notícias).
Ou seja: a escolha por Elizeu parece mais ter o objetivo de dar uma satisfação a torcida, trocando um rubro-negro por um tricolor histórico, e de, com ele, amortecer um pouco a ferocidade das críticas de certa parte da imprensa. Pois, como disse o Presidente, o profissional que será o novo gestor de futebol ainda está sendo procurado.
Quanto a Bonamigo, a dúvida que se tem é se este não seria o momento para um técnico mais experiente e não um técnico emergente. Givanildo Oliveira e mesmo Mauro Fernandes (este absurdamente demitido do Atlético-Go após duas derrotas, mesmo o time estando em terceiro lugar na classificação) são técnicos experientes, que já conseguiram o acesso de vários clubes, conhecem bem os caminhos da série B e, em seus currículos, têm razoável número de títulos. Como estão disponíveis, não seria este momento de crise mais adequado para um técnico com esse perfil e não um técnico emergente e com poucos títulos, como Bonamigo?
Como as mudanças decorreram da crise instalada e não de um planejamento, resta torcer para que os escolhidos tenham êxito e livrem o Bahia de nova humilhação.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

VITÓRIA SAI DA SUL-AMERICANA

O Vitória poderia ter ido mais longe na Sul Americana. Sua atual fase no Brasileirão autorizava essa expectativa. Talvez o seu equívoco tenha sido tentar jogar em Montevideu como joga no Brasileiro. No campeonato de pontos corridos, um time pode errar em um jogo e recuperar-se em outros seguintes. Em um torneio de jogos de ida e volta, o chamado "mata-mata", como a Sul Americana, o erro em um jogo pode ser fatal. Penso que o erro aconteceu no Uruguai, quando o Vitória, ao invés de cauteloso, foi um time que se atirou em busca da vitória, tanto no início, quando depois que fez um gol e diminui o placar para 2 x 1, placar que ainda lhe seria bom para administrar. Como se expôs muito, levou contra-ataques e foi goleado por 4 x 1. Aí ficou com a complicada missão de vencer o jogo da volta por 3 x 0, ou mais, para continuar na Copa. Tentou, com valentia, hoje, no Barradão, teve lances que mais cedo poderiam ser transformados em gols, mas só conseguiu fazer 1 x 0 depois dos 40 minutos do segundo tempo. Já era tarde. E, como se atirava à frente, esteve todo o jogo exposto aos contra-ataques e, em um deles, já nos acréscimos, o River Plate empatou.
Agora é focar no Brasileiro, onde o Vitória certamente confirmará sua participação na Sul Americana do próximo ano, quando, com mais experiência, poderá obter melhor resultado na competição internacional.

BAHIA, O QUE DIZER?

O que dizer de um time que perde para o Duque de Caxias, time que mal consegue levar, em média, 300 torcedores por jogo para seu estádio, que veio para Salvador jogar todo atrás, pensando apenas no empate e que, jogando com um jogador a menos, consegue fazer dois gols no Bahia, em contra-ataques que ele ofereceu de forma ingênua e atrapalhada?
No momento, ante a perplexidade do que se viu ontem à noite em Pituaçu, realmente não há muito a comentar. Apenas dizer que o time do Bahia esteve (assim como na maior parte dos últimos jogos) perdido em campo, desorganizado, afoito, um time sem alma, sem vibração.
A conseqüência de seis jogos sem vencer é óbvia: chegou a zona do rebaixamento, quando o pânico se instala, os cálculos começam a prevalecer sobre as táticas e técnicas, etc., etc. Com esse futebol, que a todos deixa indignado, em face do que se projetou no início e meados do ano, e até em alguns jogos da série B em Pituaçu (contra o Vasco, Atlético Goianense, São Caetano, ABC), estão abertos os caminhos para o retorno a série C. Se voltar para lá, o futuro do Bahia é muito incerto, funesto talvez. Com a palavra, os senhores dirigentes do Bahia, que tanto prometeram e até asseguraram e que, agora, antes que o desastre aconteça, têm a obrigação de não se omitir.

domingo, 27 de setembro de 2009

POUCAS NOVIDADES NAS SÉRIES A E B.

Poucas novidades nas séries A e B do Campeonato Brasileiro, nessa última rodada.
Na série A, os quatro primeiros permaneceram no chamado G4, apenas com alternância de posições, uma vez que o Goiás, confirmando sua ótima campanha, tomou a vice liderança do São Paulo, que ficou agora em terceiro e o Internacional em quarto.
Lá em baixo, também os quatro últimos mantiveram suas posições.
A destacar: os cinco pontos que o Palmeiras abriu dos três concorrentes no G4; o Atlético ter voltado de vez para a briga nesse grupo, depois da vitória sobre o Santos; e o Vitória, confirmando sua ótima fase, vencendo a terceira consecutiva, agora contra o Botafogo, em pleno Engenhão, dá sinais que pode chegar mais longe e restabelece sua confiança para a Sul Americana.
Na série B, também poucas novidades. O G4 permaneceu o mesmo, assim como o grupo do descenso. A destacar apenas a arrancada do Figueirense, que venceu o Paraná, no Paraná, e encostou no Ceará, ameaçando entrar no grupo de acesso.
Faltando 12 rodadas, muita coisa ainda pode acontecer, mas, parece que, no geral, o quadro de classificação e rebaixamento começa a se estabilizar. Talvez sejam poucas as mudanças até o final, embora, na série A, mesmo com os cinco pontos de vantagem, ainda não considero certo o Palmeiras como campeão, especialmente porque penso que, tanto o São Paulo, como o Goiás, como o Inter, têm futebol mais convincente, embora, no momento, nào consigam sempre traduzir em resultados, como faz o Palmeiras.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A SEDE DE PRAIA DO BAHIA

É do domínio público a falência da maioria dos clubes sociais de Salvador. A maior parte deles (Bahiano de Tênis, Associação Atlética, Itapagipe, Clube Português, etc) reduziu ou encerrou suas atividades, por motivos diversos, mas, especialmente, pelas dívidas com a Fazenda Municipal e pela perda ou inadimplemento dos sócios, motivado pela peculiaridade de Salvador ser uma cidade praiana e festiva, com outras opções de lazer, além dos condomínios residenciais passarem a ser dotados com estrutura recreativa equivalente a de um clube. Sobreviveram
apenas o Iate e o Costa Verde, além de alguns poucos clubes vinculados a empresas.
A sede do Bahia, na Boca do Rio, foi concebida como um clube social e, como a maioria deles, fonte de prejuízos.
Sendo ela, como foi, desapropriada, é inteligente a opção de, mediante acordo com o Poder Público, buscar-se uma justa remuneração, evitando um longo e imprevisível litígio judicial.
Os recursos obtidos, em sua maior fatia, devem ser aplicados em outro patrimônio imobiliário. Fala-se num centro de treinamento com tamanho significativamente maior que o Fazendão, capaz, entre outros equipamentos, de abrigar oito campos de futebol para treinamento dos profissionais e das divisões de base. Ótimo!
Penso, entretanto, que, uma parte menor desses recursos deve, sim, ser destinada a montagem de um time de futebol competitivo, capaz de, em curto prazo, ganhar títulos e assegurar o acesso a série A. Por que há contrários a essa destinação, se o Bahia é, essencialmente, um clube de futebol, se depende da boa performance do time para obter patrocínios, rendas em estádio, aumentar número de sócios, enfim, para ampliar, com êxito, suas ações de marketing e de captação de recursos? Aplicar no time é investimento, que pode gerar dividendos, e não simples gasto ou desperdício.
O importante é que a destinação de todo o recurso oriundo da desapropriação da sede de praia seja feita de forma planejada, racional, transparente, sem experimentos. E de modo algum deve ser moeda para pagamento de dívidas existentes, pois, aí sim, se estaria no risco de perder um patrimônio e não fazer uma reposição equivalente.

*Fotos: Correio, Jornal Esporte News

terça-feira, 22 de setembro de 2009

VITORIA 1 X 4 RIVER PLATE

Embalados pelas expressivas vitórias sobre o Palmeiras e Internacional, todos esperavam uma boa apresentação do Vitória hoje, na estréia da fase internacional da Sul Americana, especialmente porque jogava contra um desconhecido River Plate do Uruguai, em um vazio Estádio Centenário. O que se viu, porém, foi um Vitória confuso, especialmente no sistema defensivo, não obstante jogar com três volantes. Se, no ataque, o Vitória demonstrava alguma inspiração, seu sistema defensivo era um desastre, várias vezes envolvido pelo toque rápido do time uruguaio.
Quando o jogo estava 2 x 0, o Vitória conseguiu um precioso gol, importante para o critério classificatório da competição. Esperava-se, então, que o time tocasse mais a bola, apertasse a marcação. Mas, continuou confuso e duas bolas nas costas de Apodi, sem a cobertura devida, foram fatais para mais dois gols do River. Final River 4 x 1 Vitória.
No Barradão, dia 30, o Vitória terá que demonstrar a mesma força dos jogos contra o Internacional e o Palmeiras, para continuar na competição. É tarefa dificil, mas possível. Porém, hoje ficou claro que, no atual momento do time, Ramon – que não está inscrito na Sul Americana – faz muita falta, pelo que cadencia o jogo, pela sua experiência, pela qualidade nas bolas paradas.

BAHIA 0 X 0 IPATINGA

Se Bahia e Ipatinga jogassem 24 horas seguidas, certamente o resultado do jogo seria o mesmo dos 90 minutos de hoje: 0 x 0.
O Ipatinga aceitou a proposta de jogo do Bahia que, bem postado no sistema defensivo, tocava a bola de um lado para o outro, tinha a posse dela durante a maior parte do tempo, embora sem demonstrar poder ofensivo.
Assim foi todo o primeiro tempo e o segundo tempo não mostrou grandes alterações. Com a saída de Léo Medeiros, por alguns instantes, o Ipatinga pareceu tomar as rédeas da partida, mas foi só impressão, logo o Bahia voltou a ter o controle da posse de bola. Nessa etapa, duas chances claras de gol para cada lado e, nelas, os atacantes (Beto e Helton Luiz, pelo Bahia, e Diego Silva e Márcio Diogo, pelo Ipatinga) confirmaram que o jogo não era mesmo para gols.
Um jogo sonolento, de baixa qualidade técnica e criatividade.
O Bahia, um pouco mais consciente e arrumado que nos últimos jogos, traz um ponto fora de casa, que pode ser importante na sua luta contra o rebaixamento.

sábado, 19 de setembro de 2009

VITÓRIA VOA EM CÉU DE BRIGADEIRO

Caminhos abertos e sem tempestades para o Vitória.
Vencer o Internacional, após vencer o Palmeiras, os dois líderes do campeonato, sem dúvida qualifica o Vitória a fazer planos mais ambiciosos. Se dentro do Brasileirão ainda é difícil, mas não impossível, pensar no G4 e na Libertadores, os resultados indicam o Vitória como um dos times com chances reais de conquistar a Sul-Americana. Pesa contra ele apenas a pouca experiência em competições internacionais.
No jogo de hoje, de muito bom nível técnico, após um primeiro tempo equilibrado, em que o Vitória teve poucas chances de gol e o Inter esbarrou na excelente atuação de Viafara, o segundo tempo revelou um Vitória mais ousado, senhor de si, ciente que poderia, como pode, vencer ao qualificado time gaúcho. Ramon, em grande forma, além do bom toque de bola, foi, mais uma vez, decisivo nas bolas paradas, como no primeiro gol. Roger fez o segundo, em pênalti que ele mesmo sofreu, mostrando também sua importância para o time. O sistema defensivo, seguro e ligado cem por cento no jogo, impediu qualquer reação do Inter. Mancini tem o time na mão e enxerga o jogo de modo inteligente, apontando os caminhos certos para o êxito.