O Bahia permanece na série B. É o que restou para a imensa torcida tricolor comemorar hoje, nesse final de temporada, após a convincente atuação e vitória ante o Guarani, por 2 x 0. Já o Guarani, em pleno e lotado Pituaçu, beneficiado pela derrota do Figueirense, comemorou também, só que o acesso à série A, contrastando com a comemoração do lado tricolor, pelo alívio de afastar o risco da série C. Sobre o Bahia, farei muitos comentários nas próximas semanas: seu passado, seu presente, as perspectivas que se apresentam, as medidas indispensáveis se pretender voltar a ser grande.
A série B vai chegando ao seu final. Para a última rodada restou apenas a definição do quarto time a ser rebaixado. Os candidatos são o Juventude, o América-RN, o Ipatinga e o Brasiliense.
Subiram o Vasco, o Ceará, o Guarani e o Atlético-GO. Sem dúvida, os times mais regulares do campeonato. Nenhum deles, nem mesmo o Vasco, com um futebol de grande qualidade. Apenas times aplicados, confiantes, com boa regularidade e padrão de jogo definido. O quê mostra que, com um pouco mais de competência administrativa e técnica, o Bahia poderia ter uma participação mais nobre nessa série B.
Gostei muito do acesso do Ceará, o clube que há mais tempo disputa a série B. Com ele, é possível que o Nordeste tenha, em 2010, ao menos dois representantes na série A (o Vitória certamente será o outro, pois seu risco de rebaixamento é remoto).
Aliás, sobre essa baixa representação do Nordeste na série A do Brasileiro, reflexo da desigualdade econômica do país, também pretendo comentar nas próximas semanas.
Observem que essa baixa representação começa também a acontecer na série B. Os três já rebaixados para a série C são também do Nordeste (Campinense, ABC e Fortaleza) e o quarto ainda pode ser o América-RN. É verdade que chegam o Sport, o Náutico e o Icasa, mas é muito pouco para tão extensa região que, não raro, costuma lotar os estádios.
Enquanto isso, de forma surpreendente e que ainda merece melhor explicação, o Duque de Caxias, clube fluminense que tem média de público inferior a 500 pessoas por jogo, consolidou-se na série B, estando hoje na 10a. colocação. São as contradições do futebol brasileiro, ainda carente de uma organização mais adequada para um país de proporção continental. Outro bom tema para opinar.
Amanhã é dia das coisas ficarem mais claras na série A e voltarei a postar algumas considerações.
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