Sem dúvida, a cena mais marcante dessa rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo foi o peixinho de Maradona, comemorando o gol, no último minuto, que deu a vitória da Argentina sobre o Peru. Comemorou como se o gol fosse dele, com um gesto ágil para o seu hoje elevado peso, que só a emoção explica, e como se ali já estivesse consumada uma conquista definitiva.Vê-se, em momentos como esse, o motivo dos argentinos terem Maradona como um ídolo além do futebol. Maradona é paixão à flor da pele, diz e faz o que o momento lhe faz sentir, tudo com elevada carga de dramaticidade, intenso, como um tango argentino.
Como técnico, percebe-se que Maradona não consegue dar uma organização ao time da Argentina. E desde quando a paixão organiza? A paixão quer movimento constante, ainda que turbulento, ainda que sem ordem. É assim que a Argentina joga sob o comando de Maradona, numa desordenada correria, numa busca frenética e pouca organizada do gol.
Por isso, será dramática a classificação. Mas, parece ser essa emoção permanente o alimento de "Dieguito" e da alma argentina.
Por isso, será dramática a classificação. Mas, parece ser essa emoção permanente o alimento de "Dieguito" e da alma argentina.
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