É do domínio público a falência da maioria dos clubes sociais de Salvador. A maior parte deles (Bahiano de Tênis, Associação Atlética, Itapagipe, Clube Português, etc) reduziu ou encerrou suas atividades, por motivos diversos, mas, especialmente, pelas dívidas com a Fazenda Municipal e pela perda ou inadimplemento dos sócios, motivado pela peculiaridade de Salvador ser uma cidade praiana e festiva, com outras opções de lazer, além dos condomínios residenciais passarem a ser dotados com estrutura recreativa equivalente a de um clube. Sobreviveramapenas o Iate e o Costa Verde, além de alguns poucos clubes vinculados a empresas.
A sede do Bahia, na Boca do Rio, foi concebida como um clube social e, como a maioria deles, fonte de prejuízos.
Sendo ela, como foi, desapropriada, é inteligente a opção de, mediante acordo com o Poder Público, buscar-se uma justa remuneração, evitando um longo e imprevisível litígio judicial.
Os recursos obtidos, em sua maior fatia, devem ser aplicados em outro patrimônio imobiliário. Fala-se num centro de treinamento com tamanho significativamente maior que o Fazendão, capaz, entre outros equipamentos, de abrigar oito campos de futebol para treinamento dos profissionais e das divisões de base. Ótimo!
Penso, entretanto, que, uma parte menor desses recursos deve, sim, ser destinada a montagem de um time de futebol competitivo, capaz de, em curto prazo, ganhar títulos e assegurar o acesso a série A. Por que há contrários a essa destinação, se o Bahia é, essencialmente, um clube de futebol, se depende da boa performance do time para obter patrocínios, rendas em estádio, aumentar número de sócios, enfim, para ampliar, com êxito, suas ações de marketing e de captação de recursos? Aplicar no time é investimento, que pode gerar dividendos, e não simples gasto ou desperdício.
O importante é que a destinação de todo o recurso oriundo da desapropriação da sede de praia seja feita de forma planejada, racional, transparente, sem experimentos. E de modo algum deve ser moeda para pagamento de dívidas existentes, pois, aí sim, se estaria no risco de perder um patrimônio e não fazer uma reposição equivalente.
A sede do Bahia, na Boca do Rio, foi concebida como um clube social e, como a maioria deles, fonte de prejuízos.
Sendo ela, como foi, desapropriada, é inteligente a opção de, mediante acordo com o Poder Público, buscar-se uma justa remuneração, evitando um longo e imprevisível litígio judicial.
Os recursos obtidos, em sua maior fatia, devem ser aplicados em outro patrimônio imobiliário. Fala-se num centro de treinamento com tamanho significativamente maior que o Fazendão, capaz, entre outros equipamentos, de abrigar oito campos de futebol para treinamento dos profissionais e das divisões de base. Ótimo!
Penso, entretanto, que, uma parte menor desses recursos deve, sim, ser destinada a montagem de um time de futebol competitivo, capaz de, em curto prazo, ganhar títulos e assegurar o acesso a série A. Por que há contrários a essa destinação, se o Bahia é, essencialmente, um clube de futebol, se depende da boa performance do time para obter patrocínios, rendas em estádio, aumentar número de sócios, enfim, para ampliar, com êxito, suas ações de marketing e de captação de recursos? Aplicar no time é investimento, que pode gerar dividendos, e não simples gasto ou desperdício.

O importante é que a destinação de todo o recurso oriundo da desapropriação da sede de praia seja feita de forma planejada, racional, transparente, sem experimentos. E de modo algum deve ser moeda para pagamento de dívidas existentes, pois, aí sim, se estaria no risco de perder um patrimônio e não fazer uma reposição equivalente.
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