sexta-feira, 18 de setembro de 2009

BAHIA, O RETRATO DO DESESPERO.

Em campo, hoje, contra o Brasiliense, o Bahia foi o retrato do desespero. Se já começara inseguro, mais um gol por falha da defesa (sempre Evaldo), ainda no início do primeiro tempo, desorientou um time que já entrara em campo atordoado com a responsabilidade de redimir-se de três derrotas seguidas e dar à torcida a esperança vã de uma improvável classificação.
Assim, o primeiro tempo transcorreu com um Bahia confuso, sem criatividade, e um Brasiliense contra-atacando com perigo.
No segundo tempo, a entrada de Léo Medeiros e Helton Luiz melhoraram o passe e a criatividade e, com apenas 5 minutos de jogo o Bahia já criara duas ótimas chances de gol, que, de novo, o desespero e a precipitação impediram a finalização correta.
Aí o lateral do Brasiliense, em um contra-ataque e no único chute que deu a gol no segundo tempo, acertou, rasteiro, o canto direito do gol do Bahia. Logo em seguida, Jael, em bela cobrança de falta, diminuiu. Mas, o desespero já voltara em dose ainda maior e, não obstante a vontade desorganizada dos jogadores, a pouca técnica, a intranquilidade e a falta de jogadas trabalhadas não permitiram ao Bahia, ao menos, empatar.
É a quarta derrota seguida de um time que, com a chegada de Sérgio Guedes dera a impressão – falsa – de melhora.
A situação torna-se delicada, preocupante, quase vexatória, em face do futebol que o Bahia apresentou a partir do segundo tempo do jogo da Portuguesa, no jogo contra o ABC e hoje. Algo tem que ser feito para a imediata melhora em campo.
De outro lado, porém, finda aquela pressão injustificada – porque utópica – de ter que vencer pelo menos 11 jogos para conseguir o acesso. A meta agora é outra, mais modesta, mais possível: ganhar 5 jogos em 13, para escapar do rebaixamento. Entretanto, até essa meta torna-se gigante, se não houver um rápido ajuste do time. Convenhamos: perder em casa do Brasiliense, um time também muito pouco qualificado, é dose insuportável para qualquer torcedor que, há anos, sonha com o retorno do Bahia a uma época de vitórias contundentes.

Um comentário:

  1. Vendo a equipe do Bahia individualmente, não acho que tenha grande qualidade, porém não acho pior que nenhuma outra da 2º divisão, apenas o Vasco têm alguns jogadores individualmente melhores. O que existe são times melhores na parte coletiva, alguns clubes apesar de não jogarem um bonito futebol, apresentam conjuntos mais bem treinados, com formação solida, jogadas ensaiadas, jogadores com confiança, etc...

    Acredito que a situação atual é de grande responsabilidade da Diretoria e do atual dirigente de futebol, Paulo Carneiro. Desde o final do campeonato baiano, a equipe demonstrou instabilidade. Mudanças e contratações foram feitas de forma desordenadas e sem critérios, trocando seis por meia dúzia, saída e entrada de técnicos dentro da serie B sem critérios e assim por diante... Enquanto isso o time não era bem treinado, nem definido! Cerca de 40 jogadores passaram pelo fazendão e muitos p nada vieram ou não foram bem aproveitados!

    Na parte relativa à estrutura física do clube a Diretoria pode até estar fazendo um bom trabalho, mas no campo, deixam muito a desejar! E mais uma vez iludiram os torcedores, com planos de marketing, fidelização do torcedor, etc... Tudo vai por água abaixo com um futebol medíocre, que a torcida não merece.

    Só aguardando p ver se o plano de fugir da série C da certo e aguardar o novo plano fantástico p o ano que vêm!

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