Ainda repercute a lúcida e emocionada entrevista do escritor e jornalista João Carlos Teixeira Gomes (Joca), no Terra Magazine (transcrita também em outros órgãos da imprensa e no blog do Juca Kfouri) a respeito do Esporte Clube Bahia, suas glórias e o que fazer para salvá-lo.
Entre as muitas afirmações que faz, uma das mais contundentes é: “O Bahia não é apenas um clube esportivo, mas uma força social no Estado da Bahia.”
Não há dúvida que um clube com a numerosa e apaixonada torcida que tem o Bahia deixa de ser um mero time de futebol, para se tornar um fenômeno maior, para ter uma repercussão social mais ampla. Por isso, aliás, tudo no Bahia é amplificado: as crises são mais profundas, as críticas mais duras, as disputas internas mais questionadas e por aí vai. E lógico, na glória ou na crise, a imprensa adora falar (mal ou bem) do Bahia, pois dá audiência.
No entanto, é forçoso reconhecer que a “força social” que o Bahia é está enfraquecendo, aliás, já está bastante enfraquecida. Conseqüência da década perdida (2000/2009) em relação a títulos, conseqüência da interdição da Fonte Nova, palco de exercício da “força social” do Bahia, para onde, a pé, se dirigiam torcedores de todos os bairros do entorno, além de ser um estádio onde, de qualquer lugar da cidade, pode se chegar com apenas um transporte público, em razão da Estação da Lapa (ali, lembrem-se, o Bahia, ainda que mal nos campeonatos, dificilmente o público era inferior a 15.000 pessoas). Pituaçu não tem essas facilidades.
E, lógico, esse enfraquecimento é conseqüência, principalmente, da incompetência gerencial dos Dirigentes do clube que, ano a ano, sinalizam promessas e conquistas, ao final frustradas, sem falar dos repetidos riscos de rebaixamentos, algumas vezes concretizados nos últimos anos: ameaçou cair da série A para a B em 1996 e caiu em 1997; também da A para a B, ameaçou cair em 2002 e conseguiu em 2003; da B para C, em 2005; e, agora, em 2009, vivencia novamente o risco do descenso para a série C.
Há, portanto, um inevitável cansaço da torcida, um esgotamento por viver tantos insucessos, um desencanto que a cada ano aumenta e torna cada vez mais frágil a “força social” a que Teixeira Gomes referiu.
Porém, é indiscutível que essa “força social” ainda existe, latente. Embora inquestionável o crescimento da torcida do maior rival do Bahia, o Vitória, especialmente nas novas gerações, percebo a “ força social” a que o escritor referiu quando vejo, na escolinha de futebol que meu filho de 9 anos freqüenta, significativo número de garotos tricolores, vestidos com a camisa do Bahia, orgulhosos, vibrantes. Ante tantas decepções dos últimos anos, somente um clube com uma “força social” como a que referiu João Carlos Teixeira Gomes, continuaria a despertar interesse, esperança e paixão de antigos e novos torcedores.
Entre as muitas afirmações que faz, uma das mais contundentes é: “O Bahia não é apenas um clube esportivo, mas uma força social no Estado da Bahia.”

Não há dúvida que um clube com a numerosa e apaixonada torcida que tem o Bahia deixa de ser um mero time de futebol, para se tornar um fenômeno maior, para ter uma repercussão social mais ampla. Por isso, aliás, tudo no Bahia é amplificado: as crises são mais profundas, as críticas mais duras, as disputas internas mais questionadas e por aí vai. E lógico, na glória ou na crise, a imprensa adora falar (mal ou bem) do Bahia, pois dá audiência.
No entanto, é forçoso reconhecer que a “força social” que o Bahia é está enfraquecendo, aliás, já está bastante enfraquecida. Conseqüência da década perdida (2000/2009) em relação a títulos, conseqüência da interdição da Fonte Nova, palco de exercício da “força social” do Bahia, para onde, a pé, se dirigiam torcedores de todos os bairros do entorno, além de ser um estádio onde, de qualquer lugar da cidade, pode se chegar com apenas um transporte público, em razão da Estação da Lapa (ali, lembrem-se, o Bahia, ainda que mal nos campeonatos, dificilmente o público era inferior a 15.000 pessoas). Pituaçu não tem essas facilidades.
E, lógico, esse enfraquecimento é conseqüência, principalmente, da incompetência gerencial dos Dirigentes do clube que, ano a ano, sinalizam promessas e conquistas, ao final frustradas, sem falar dos repetidos riscos de rebaixamentos, algumas vezes concretizados nos últimos anos: ameaçou cair da série A para a B em 1996 e caiu em 1997; também da A para a B, ameaçou cair em 2002 e conseguiu em 2003; da B para C, em 2005; e, agora, em 2009, vivencia novamente o risco do descenso para a série C.
Há, portanto, um inevitável cansaço da torcida, um esgotamento por viver tantos insucessos, um desencanto que a cada ano aumenta e torna cada vez mais frágil a “força social” a que Teixeira Gomes referiu.
Porém, é indiscutível que essa “força social” ainda existe, latente. Embora inquestionável o crescimento da torcida do maior rival do Bahia, o Vitória, especialmente nas novas gerações, percebo a “ força social” a que o escritor referiu quando vejo, na escolinha de futebol que meu filho de 9 anos freqüenta, significativo número de garotos tricolores, vestidos com a camisa do Bahia, orgulhosos, vibrantes. Ante tantas decepções dos últimos anos, somente um clube com uma “força social” como a que referiu João Carlos Teixeira Gomes, continuaria a despertar interesse, esperança e paixão de antigos e novos torcedores.
O que podemos fazer, nós torcedores além de ficarmos vendo essa triste trajetória do bahia anos e anos? Essa imensa massa tricolor parece não ter poder de mudança! Grande mas sem força! Parece que somos apenas usados! As torcidas de outros clubes do Sul protestam mais e conseguem mais resultados com protestos, mesmo que violentos... O que podemos fazer!!!! não aguento mais ver meu Baeeeeeeaaaa caido e nós torcedores de mãos atadas...
ResponderExcluirMarcos Dias Santos